Mostrando postagens com marcador Alice Botega. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alice Botega. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Jornalista lança documentário sobre a pesca da tainha

A jornalista Alice Botega lança neste fim de semana o documentário "A Pesca da Tainha no Litoral de Jaguaruna”. O filme de 47 minutos mostra a vida dos pescadores artesanais que praticam a pesca de arrasto e de rede de espera, as modificações que houve nesse tipo de pesca com a chegada da modernidade e das novas tecnologias.

A produção também traduz a história de um grupo de pescadores que abandona o mar para trabalhar nas profundezas da terra, nas minas de carvão de Criciúma, mudando dessa forma a sua identidade cultural.

O trabalho surgiu a partir do curso de especialização em Comunicação Audiovisual, da PUC-PR. Alice é graduada em Jornalismo pela Unisul de Tubarão.

A primeira exibição será amanhã no Salão Paroquial do Balneário Camacho, em Jaguaruna, às 19h30min. No domingo será no Salão Paroquial do bairro Garopaba, também às 19h30min. No fim de semana seguinte as exibições continuam no Salão Paroquial do Torneiro (4/6), na Festa da Tainha (5/6) e na Associação dos Moradores do balneário Campo Bom (6/6), sempre às 19h30min. Os ingressos custam 1kg de alimento não perecível ou R$ 5,00.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Comunicação Coca-Cola

Por Alice Botega

Em 1999, quando tranquei a universidade para ir morar no exterior a Internet estava sinalizando alguma coisa laaaa no infinito, ou melhor, no futuro. Nessa época usávamos a máquina de escrever, elétrica é claro, coisa de primeira, tínhamos que bater 140 toques por minuto, mas se errasse lá no final, já era, tinha que começar tudo novamente coisa de gente perfeccionista.

O curso de Comunicação Social estava se modernizando, se não me engano tinha sido implantada a hemeroteca que também disponibilizava alguns computadores para os alunos, lembro do dia em que entrei lá, ficava no final do corredor, atrás do laboratório de foto, estava lá à professora Darlete, vestia um blazer claro, quase da cor das novas máquinas, confesso que tive um pouco de medo ao olhar aquelas máquinas, depois chegou a professora Silvana e as duas começaram a me mostrar os novos equipamentos maravilhadas.

Na década de 90, participei de vários congressos nacionais e estaduais, UNE em Belo Horizonte que teve até a presença de Fidel Castro, é isso mesmo Fidel Castro em carne e osso e é claro, charuto cubano. Outro congresso que lembro bem foi o Enecom em Maceió – Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação - o tema era falar, estudar, debater sobre a Democratização da Comunicação.

Enfim 10 anos se passaram e a tal da Democratização da Comunicação chegou. E chegou com tudo, com todas as ferramentas, com todas as comunidades e possibilidades, 24 horas de noticias e informações em tempo real, acessos free e disponíveis até na padaria da esquina. Ficamos eufóricos, isso é o futuro, isso é a Democratização da Comunicação!

Agora todas as classes terão direito de consumir e produzir informação, não é magnífico? Por que estamos indignados, pessimistas? Umm derrubaram o nosso diploma e agora? Talvez agora tenhamos que pensar no Tema do Enecom de 1999, Comunicação Holística, que remete ao “holismo” teoria segundo a qual o “todo é algo mais do que a soma de suas partes”. Que palavra no ano 2009 pode nos remeter ao “todo”, seria o GLOBAL, e quem são as “partes” ou quais são as suas partes? Ou melhor, o querem fazer dessas partes? Em 1974 o canadense Marshall McLuhan já havia proposto o termo “aldeia global” com estudos que caracterizam um progresso tecnológico que iria globalizar a comunicação.

Mas no novo milênio a “aldeia global” tomou outro sentido, talvez ela queira nos encarcerar dentro dessa “aldeia” e deixar o “global” do lado de fora. Essa “aldeia global” proposta pelo novo milênio tomou a dimensão de mercado e mercado mundial, o que predomina é o modo de vida urbano; a americanização da juventude; o tudo igual e instantâneo da comunicação (vamos todo imitar o moonwalk) de Michael Jackson e seremos felizes.

Apropriando-se das palavras do sociólogo Armand Mattelart, podemos dizer que a Comunicação é recomendada assim no novo milênio: “criem um produto único para todo o mercado mundial; comercializem-no a um preço único; o mais baixo possível; façam sua promoção da mesma forma em cada país; e utilizem, em todos os lugares, os mesmos circuitos de distribuição, em suma, grosso modo imitem a Coca-Cola”, então criamos no século XXI a comunicação Coca-Cola.

Lembre-se se você é formado em Comunicação Social – habilitado em Jornalismo você tem o dever de fazer diferente.

Categories