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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Quem ajuda na reconstrução do PMDB de Tubarão?

A região da Amurel manteve a representatividade na Assembleia Legislativa, mas o PMDB não. O partido no Sul vive situações contraditórias. Na chapa majoritária teve um representante eleito vice-governador com Eduardo Moreira. Para deputado federal manteve Edinho Bez e ganhou a presença de Ronaldo Benedet. Já para deputado estadual a situação ficou bem complicada.

De quatro nomes que tinha em 2006, ficou com apenas dois em 2010. Lançou sete candidatos em todo o Sul e conseguiu reeleger apenas Ada de Luca e Manoel Mota. O PMDB de Tubarão vai ficar sem representante a partir de 1º de fevereiro quando acaba o mandato de Genésio Goulart. E o que já não estava bom ficou ainda pior.

Será que a cidade que já reclama por mais investimentos do governo estadual ficará ainda mais distante de ver os seus pleitos contemplados? O que será feito para aproximar os dois eleitos e tê-los como aliados das reivindicações locais?

Ada de Luca, que tem base em Laguna, seria na teoria o nome mais próximo. Mas nesse primeiro mandato, a deputada acompanhou sempre tudo a distância de Tubarão. Na versão dela, essa atitude era em respeito ao espaço do deputado Genésio Goulart.

Em entrevista publicada aqui no 8 de maio ela disse:
- Sou muito presente na região da Amurel. Posso ter sido ausente na cidade de Tubarão, até agora, em respeito ao deputado Genésio. Porém, a minha presença na região se faz mediante ações que beneficiam a população como um todo.

E agora? Sem ele e sem ninguém eleito pela cidade, vai ocorrer esta aproximação?

Em Tubarão, Ada de Luca obteve somente 353 votos. Bem menos que os 2.048 votos obtidos em Laguna e 3.271 em Criciúma, cidade onde o PMDB também ficou sem representante na Alesc e o nome dela até aparece em pesquisas para a prefeitura em 2012.

Já Manoel Mota, obteve 9.445 votos em Araranguá, onde tem base, e 959 votos em Tubarão.

Para qual lado os eleitos vão dedicar mais atenção?

Está mais do que provado que o PMDB de Tubarão precisa ser reconstruído. Resta saber quem vai estar disposto a ajudar.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Rodízio de vereadores e deputados

O rodízio de vereadores e deputados virou moda na política atual. Uma nota publicada aqui na quarta-feira sobre a mudança nas regras das licenças na Assembleia Legislativa gerou curiosidade e divergência entre os leitores. Se ocorrer, o tempo mínimo passaria de dois para quatro meses, e poderá ter conseqüências no comportamento dos deputados.

O jornalista Matheus Madeira, e membro do diretório do PT de Tubarão, informou que o acordo dentro da coligação já era de quatro meses, o que na prática garante ao suplente Olávio Falchetti (PT) presença na próxima legislatura.

Outro leitor ficou surpreso com a prática entre os partidos e perguntou “mesmo não sendo eleitos eles vão fazer rodízio do cargo?”

É isso mesmo, hoje em dia os suplentes não entram em cena somente quando os titulares tiram licenças de saúde ou para outras situações particulares. Os rodízios já são acertados previamente, com o objetivo de garantir a motivação de todos na campanha. É com os votos de todos que se forma a legenda e por consequencia tem-se o número final de vagas.

Atualmente, na Câmara de Tubarão, ocorrem rodízios entre os vereadores do PSDB e PP. Curiosamente, nem sempre os que estão no topo da lista aceitam ocupar os cargos por períodos de 30 dias. Albertina Carvalho (PSDB), a Beth Xuxa, só aceitou assumir por 120 dias. Na atual legislatura, em alguns momentos, cinco suplentes estiveram ocupando cargos simultaneamente.

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Rodízios podem acabar na Alesc

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Rodízios podem acabar na Alesc

O desempenho de Olávio Falchetti (PT) nas eleições de 2010 garantiu a oitava suplência, e na teoria, pelo menos dois meses no cargo, de acordo com rodízio acertado entre os candidatos. Só que uma proposta de mudança no regimento interno da Alesc, aumentando o período mínimo de licença de dois para quatro meses pode botar os acordos por água abaixo. Afinal, quem é que vai querer ficar quatro meses de fora?

Eles também foram bem em casa

Entre os 40 deputados estaduais eleitos em Santa Catarina, seis deles também conseguiram ultrapassar a barreira dos 50% nas cidades de origem. O campeão neste quesito foi o estreante José Amilto Scheffer (PP), o Zé Milton, que obteve 62,32% dos votos de Sombrio, onde já foi prefeito. Outro estreante José Nei Ascari (DEM), obteve 57,6% em Grão Pará, onde já foi prefeito, e 52,23% em Braço do Norte, onde reside. Gilmar Knaesel (PSDB) obteve 56,33% em Pomerode, Neodi Saretta (PT) fez 54,03% em Concórdia, Romildo Titon (PMDB) obteve 52,14% dos votos de Campos Novos e Antonio Aguiar (PMDB), 51,02% em Canoinhas. Entre os que não se elegeram não achei ninguém com desempenho expecional, mas se aparecer, atualizo a postagem.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Só coincidências?

Os casos das suspeitas de uso irregular das Subvenções Sociais que está sendo investigado pelo Ministério Público pioram a cada dia. Novas informações surgem e vão ligando uma entidade a outra.

A mesma pessoa que num evento é paga para fazer a gravação é integrante da diretoria de outra. O parentesco entre contratantes e contratados também deve ser outra curiosidade que deve chamar a atenção da promotoria.

É só realizar um cruzamento de dados que o MP vai perceber que existe ligação entre os projetos. Isso que a lista sob suspeita envolve somente as 50 entidades que mais receberam recursos. Existem projetos menores que podem estar no mesmo esquema. Da mesma forma, que chama a atenção o grande número de entidades de um só município (Laguna tem nove na lista das que mais receberam recursos) conseguir a aprovação e liberação de tantos projetos.

Para ligar todas as Subvenções Sociais a um mesmo (ou poucos) gabinete da Alesc, o promotor já disse que precisa de provas cabais. Se procurar direitinho, acho que encontra.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Como economizar diárias

A visita de técnicos da Assembleia Legislativa ontem (2/9) em Tubarão, para explicar a atualização da Lei 157, que trata da LDO, foi uma mostra de como é possível economizar diárias das câmaras de vereadores. Os servidores da Alesc vieram ao encontro dos edis. Foram três diárias para orientar legisladores de diversos municípios. Ontem eles ainda passaram por Braço do Norte e hoje por Laguna. Ao final do encontro se colocaram à disposição para mais orientações.

O presidente da Câmara de Tubarão, João Batista de Andrade (PSDB), o Sargento Batista, ainda perguntou se a orientação era exclusiva para a Lei 157 ou se servia para outros assuntos. Os servidores responderam que a Alesc pode prestar diversas colaborações, sem custos às Câmaras.

Ou seja, não é preciso o deslocamento de tanta gente para a Florianópolis, já que os orientadores podem ir aos municípios e organizar cursos para grandes grupos. Acredito que o Tribunal de Contas, o Ministério Público, a Secretaria da Fazenda e tantos outros órgãos prestam o mesmo tipo de colaboração.

Conclusão: não é preciso viajar tanto e até mesmo para lugares turísticos com o dinheiro público. Com criatividade e parceria, todos ganham.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Alesc discute mudanças no orçamento regionalizado

A elaboração do orçamento estadual de uma forma mais participativa esteve em debate, na Câmara dos Vereadores de Tubarão. Representantes da Câmara de Gravatal também participaram

Obras: sem pressão, nada sai

Desde a criação das Secretarias de Desenvolvimento Regionais (SDRs), há oito anos, o orçamento regionalizado tem sido esvaziado e a participação da sociedade diminui a cada edição. Este ano mesmo, quando foi feita a audiência da Assembleia Legislativa em Tubarão para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, haviam mais funcionários da Alesc, entre assessores e deputados, do que representantes da sociedade.

Você que está em lendo esse texto pode achar que esta mudança que está sendo proposta não tem nenhuma relação com a sua vida, mas tem.

A inclusão de uma prioridade na LDO não é garantia nenhuma para que ela saia do papel. Mas para que a pavimentação de uma rodovia, por exemplo, seja realizada, é preciso incluir no orçamento. E mais ainda, para fazer parte do orçamento é preciso estar incluído no PPA que é o Plano Plurianual de Aplicação.

Estes planos e leis são elaborados a partir de indicações dos municípios que apresentam as prioridades. E se ninguém participa como é que fica?

Por isso a atualização da Lei Complementar 157 está propondo que os vereadores sejam os responsáveis pela mobilização da sociedade para garantir a participação popular.

Bom, existe ainda uma queixa neste processo que é a utilização política do orçamento. Ou seja mesmo que uma obra preencha todos os trâmites não sai do papel por falta de vontade política dos governantes.

Para isso existe uma proposta para tornar o orçamento impositivo, ou seja, o que estiver escrito lá, terá de ser cumprido. Hoje ele é propositivo. O governante faz se quiser, se tiver vontade. Sem pressão da sociedade, nada sai.

Os deputados acreditam que envolver os vereadores na elaboração do orçamento pode favorecer a pressão popular para que realmente as propostas saiam do papel.

Para dar certo será preciso mobilizar os vereadores. Em reunião realizada hoje com técnicos da Alesc, foram convocados todas as câmaras da região e somente compareceram vereadores de Tubarão e Gravatal.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Alesc aprova mudanças que beneficiam Comarca de Tubarão

A Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira a criação de varas e juizados especiais e a transformação de cargos da magistratura na estrutura do Poder Judiciário. Entre as comarcas beneficiadas está a de Tubarão que teve aprovada pelos deputados estaduais a criação de um juizado especial. A comarca de Tubarão também foi elevada de entrância final para entrância especial, o que incluí os cargos de Juiz de Direito distribuídos atualmente e por distribuir.

O deputado Joares Ponticelli (PP), que encampou a batalha, terminou o dia com o sentimento de dever cumprido.

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Criadas varas e juizados especiais na estrutura do Poder Judiciário

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Comin cobra aplicação da Lei do Estacionamento

O deputado estadual Valmir Comin (PP) solicitou, através de indicação aprovada na sessão desta semana na Assembléia Legislativa, que a Procuradoria Geral de Justiça e que o Procon apliquem a Lei 13.348, de 2 de maio de 2005, nos estacionamentos dos shopping centers, supermercados e agencias bancárias.

A conhecida “Lei do Estacionamento” é de autoria dele, e prevê a isenção do pagamento de estacionamento nestes locais onde o usuário permanecer por período igual ou inferior a noventa minutos. Para isso, basta o cliente apresentar na saída do estacionamento o cupom fiscal de compra de mercadoria ou serviço com valor maior ou igual a dez vezes o valor da taxa.

Sempre achei que uma das estratégias de vendas é oferecer benefícios para quem consome mais. Esta questão dos estacionamentos é no mínimo curiosa. No Farol Shopping, de Tubarão, os incentivos ficam apenas por conta da Praça de Alimentação e do Supermercado Nacional que oferecem estacionamento grátis com algumas condições. Nas demais lojas, tanto faz gastar oito ou oitenta, ninguém oferece nada.

Com informações da AI/DVC

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ada de Luca defende permanência da Casan em Capivari de Baixo

Uma das razões especuladas para que o prefeito de Capivari de Baixo, Luiz Carlos Brunel Alves (PMDB), notificasse a Casan sobre a intenção do município assumir o sistema de água e esgoto, seria atingir a deputada estadual Ada de Luca (PMDB). Ex-aliada política do prefeito ela também é a esposa do presidente da Casan Walmor de Luca.

Da Assembleia Legistiva, a deputada se manifestou sobre o assunto, defendeu a permanência da Casan no município e ainda alfinetou o município vizinho Tubarão.

- Sou, e defenderei, sempre, as estatais. Os municípios de pequeno porte não têm capacidade econômica-financeira de construir rede de esgoto. É só olhar o município de Tubarão, bem maior do que Capivari de Baixo, de onde a Casan saiu e nada foi feito até hoje - disse.

Ada também confirmou e ampliou a previsão de investimentos da Casan do município e que foram anunciados pelo vereador Fernando da Silva (PMDB) na sessão de ontem da Câmara.

- A Casan está com negociações adiantadas com o governo francês para dar início ao esgoto de Capivari de Baixo. Serão investidos R$ 18,4 milhões na distribuição de água e R$ 16,5 milhões para rede de esgoto. As obras terão início no ano que vem. Atualmente, a Casan atende 100% da população de Capivari de Baixo com água potável - acrescentou.

Na edição de hoje do jornal Diário do Sul, Brunel garante que não há revanchismo.

- Não queremos prejudicar ninguém. Ao contrário. Estamos pensando no futuro do município. Ainda vamos discutir qual o melhor modelo, se criamos um Samae ou se faremos uma concessão. O importante é garantir os investimentos e melhorar a qualidade dos serviços, oferecendo também o tratamento de esgoto - observa Brunel.

sábado, 3 de julho de 2010

Por e-mail: Deputado estadual Valmir Comin (PP)

Nesta troca de mensagens o deputado estadual Valmir Comin (PP) avalia os três mandatos na Assembleia, fala sobre renovação e rodízio com os suplentes, entre outros assuntos

BLOG DO RAFAEL MATOS – O senhor encerra em 2010 o terceiro mandato na Alesc. Qual avaliação pode ser feita em relação aos dois primeiros?
VALMIR COMIN –
Uma avaliação positiva, mas bastante frustrada por estarmos na oposição há oito anos e com muitas dificuldades na concretização de projetos. Eu tenho percorrido várias regiões catarinenses conhecendo um pouco mais das necessidades e anseios da população. Percebemos em todo lugar que é fundamental acontecer a descentralização de verdade, possibilitando às secretarias regionais uma autonomia orçamentária. Para isso precisamos enxugar a máquina e potencializar os serviços. É preciso pensar o Sul como um todo, buscando cada vez mais a integração das três microrregiões (Amurel, Amrec e Amesc), e o envolvendo no processo das universidades e das associações comerciais. Temos que pensar o macro. Lembro que a arrecadação no ano 2000 era de pouco mais de R$ 150 milhões, e hoje está em R$ 1,1 bilhão. Isso mostra que somos um Estado pujante, e com condições de melhorar muito a qualidade de vida do cidadão.


BRM – É difícil escolher um, mas entre os projetos de sua autoria, qual considera mais importante?
VC – Nós temos vários projetos que ajudaram a mudar a qualidade de vida da população catarinense, e como você frisou, é difícil escolher um. Então vou destacar três. Um é o projeto de lei que garante a cirurgia de redução de estômago pelo SUS para as pessoas consideradas obesas. O outro é relacionado a reconstituição da mama para as mulheres acometidas pelo câncer. Projeto de alcance social elevado, e que tem devolvido a auto estima aquelas mulheres que foram surpreendidas pela doença. Esses dois projetos trouxeram novamente a essas pessoas a auto-imagem e a vontade de viver. O terceiro é a Lei que prevê nova distribuição do ICMS aos municípios catarinenses, beneficiando mais de 95% das cidades. Isso vai significar mais dinheiro para os prefeitos de pequenas cidades, que sofrem com o aumento de serviços e a diminuição cada vez mais dos recursos. A partir de agora o imposto ficará na cidade onde o serviço é prestado, e não mais na sede da empresa.

BRM – O senhor há muito tempo discute a implantação de parques eólicos no estado. O que deve ser feito para que elas saiam do papel?
VC – Atualmente já são cinco parques eólicos no Estado de Santa Catarina. A primeira torre foi construída em Bom Jardim da Serra, onde agora está sendo construído um parque. É uma parceria público privada, e que, portanto, envolve capital externo, e que vai melhorar a geração de energia renovável. O caminho é esse. Além disso, um dado aponta que as correntes de ar existentes em Santa Catarina tem maior intensidade entre 18h e 24h, diferentemente do nordeste. Ou seja, exatamente no horário de pico. É preciso cada vez mais buscar esse tipo de investimento, para tornarmos viável o desenvolvimento sustentável a partir da energia limpa, pois temos que ter também a preocupação com o meio ambiente.

BRM – O PP tem dificuldades para encontrar candidatos a deputado federal. O senhor acha que isso pode prejudicar os candidatos a deputado estadual?
VC – Infelizmente nós não teremos nessa eleição a participação do ex-deputado federal Leodegar Tiscoski, que a pedido do presidente nacional do PP, Senador Francisco Dornelles, permaneceu no comando da secretaria nacional de saneamento, em Brasília. No entanto, essa brecha será preenchida com novos candidatos. Os vereadores André May, Deka, de Tubarão, e Giovani Zapellini, de Criciúma, já se inscreveram e provavelmente serão candidatos a Câmara Federal, sob pena de vermos os votos do partido progressista migrarem para outros partidos. É fundamental a representatividade da região sul na eleição de outubro. E a presença de palanque próprio com a nossa candidata Ângela Amin tende a fortalecer as candidaturas proporcionais.

BRM – Muito se fala em renovar na política, mas o senhor acha que está mais difícil encontrar novas lideranças que aceitem se candidatar?
VC – Está sim, principalmente pela descrença que há com uma parte da classe política. No entanto, em cada visita que faço tenho ratificado o meu orgulho de ser político. Sou deputado estadual no terceiro mandato, mas iniciei minha carreira política ainda na década de 1980, quando fui eleito vereador em Siderópolis. Hoje fala-se muito no projeto Ficha Limpa, e eu quero dizer que nesses mais de 20 anos de atuação, nunca recebi um processo que colocasse em suspeição o meu trabalho. O jovem tem que entrar na vida pública ao invés de desanimar na busca de um político perfeito. De vez em quando eles alegam não gostar de política e dizem que todos os políticos são iguais, e pode ser que dentro deles esteja um político perfeito.

BRM – O custo das campanhas assusta quem deseja entrar na política? Como a reforma política pode mudar isso?
VC – Com certeza. Na resposta anterior poderíamos acrescentar que esse fator também tem assustado quem tem alguma vontade de concorrer. A reforma política é fundamental para a continuidade da democracia no Brasil. Para isso é necessária uma mudança que permita orçamento de campanha público. Hoje em dia o gasto com mídia, por exemplo, é exorbitante. Além do mais não podemos permitir que existam tantos partidos no país. É preciso acabar com essa comercialização de siglas que servem apenas para negociação do tempo de televisão.

BRM – O que o senhor acha do revezamento entre eleitos e suplentes? Como isso é discutido dentro do PP?
VC – O Partido Progressista está há quase oito anos fora do Governo do Estado. E eu confesso que não é fácil fazer oposição atualmente numa administração onde a base governista tem poder de decisão e nós apenas assistimos a distribuição de recursos. Por todos esses fatores o PP decidiu realizar o rodízio da bancada como forma de oportunizarmos aos suplentes, e que também fizeram parte da nossa eleição, uma chance na Assembléia Legislativa. É muito importante esse relacionamento, principalmente para quem está na oposição. Eu tenho repetido por onde passo que quero voltar a ser deputado, mas na condição de situação. E a perspectiva é muito boa nesse sentido com a nossa candidata Ângela Amin. A convenção mostrou que o PP ainda é muito forte e que está pronto para voltar a administrar Santa Catarina.

sábado, 26 de junho de 2010

Por e-mail: Deputado estadual Ronaldo Benedet (PMDB)

Foto de Eduardo Oliveira
Nesta troca de mensagens o deputado fala da experiência acumulada como secretário estadual e diz que a fórmula para conter a segurança é investir em educação e saúde

BLOG DO RAFAEL MATOS - O senhor foi secretário estadual de Segurança Pública e Defesa do Cidadão durante boa parte do mandato? Como avalia esta experiência?
RONALDO BENEDET - Foi uma grande experiência, e pude exercer o meu mandato para a sociedade representando, buscando reivindicações. Eu estava presente em SC e na região, valeu estar como secretário e exercer também o poder reivindicatório do deputado para a região. Mas a experiência como secretário de segurança pode trazer vantagens para a Segurança Pública na região e pude me dar um grande valor agregado de conhecimento e experiência. Com certeza, hoje, sou um dos políticos que mais tem experiência nessa área, dito pelas autoridades na área da Segurança Pública. Aprendi muito com a fórmula de resolver os problemas de Segurança Pública do nosso País, que não podemos ficar só no caminho entre polícia e cadeia como, de um modo geral, se pensa ou se pensava que seriam resolvidos os problemas de segurança no Brasil. Saio com essa conclusão da Secretaria de Segurança: de que precisamos investir fortemente em capital humano, em crianças, adolescentes, jovens e, principalmente, nas famílias de risco social, para construir uma sociedade com a cultura de paz. Quanto mais cadeia, mais vamos aumentar nossos problemas. Se nós tivermos policiais bem preparados, bem pagos, polícia bem estruturada, com uma sociedade bem estruturada, daí vamos evitar os problemas de segurança que estamos vivendo hoje. A experiência como secretário de segurança foi fundamental como político e serviu para que eu contribuísse ainda mais com a sociedade brasileira e catarinense em relação a esta questão de Políticas Públicas para a área de Segurança. 

BRM - Por que a decisão de disputar um cargo na Câmara Federal e não tentar a reeleição para à Alesc?
RB - Os meus colegas e o meu partido me disseram que tava na hora de ir para um caminho mais adiante. Hoje, sou o deputado estadual mais bem votado do Estado com mandato. E o PMDB me convidou para enfrentar esta missão, pois já está na hora de um desafio diferente e maior, para podermos levar ao Congresso Nacional nossa experiência de Governo do Estado, principalmente, na área de Segurança Pública, que por quase seis anos adquiri. 

BRM - O trabalho como secretário ajuda ou prejudica na hora de uma nova campanha eleitoral?
RB - Tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim. Primeiro, você se torna mais conhecido, as pessoas conhecem suas idéias e atuações, não pode ter medo de perder voto. O político que quer agradar a todos não tem sucesso, você precisa é ter coragem de tomar atitudes, eu tive coragem e assumi. Mas também têm as vantagens de você se tornar conhecido, estadualizar seu nome e poder exercer uma atividade muito difícil com coragem, competência e conhecimento. 

BRM - Os problemas com segurança não são exclusivos de SC. Qual ação nacional o senhor considera necessária para combater e prevenir a criminalidade?
RB - Essa pergunta é muito inteligente, e dá a oportunidade de nós fazermos o debate nacional que precisamos. O Código Penal e o Código do Processo Penal são de 1940 e 1941, ou seja, estão querendo resolver o problema da segurança com instrumentos legais de décadas atrás. O Brasil de hoje não tem mais nada a ver com o Brasil de 1940 e 1941. Mesmo com mudanças, as essências e princípios são os mesmos e nós estamos querendo resolver os novos problemas com fórmulas antigas. Ou nós vamos resolver o problema do Brasil de uma forma: atacando a essência dos problemas, que é a origem da criminalidade, ou nós não vamos resolvê-lo nunca. Estamos vivendo como neuróticos no Brasil, fazendo a mesma coisa e querendo os resultados diferentes. Esta é a convicção que saio da Secretaria de Segurança, ou seja, só com polícia e cadeia não dá certo. Se quisermos resolver os problemas da Segurança Pública, precisamos investir maciçamente em educação integral para as crianças em risco social, ou seja, mapeá-las, assim como fez a Saúde Pública na área do PSF. Precisamos dar uma atenção especial para essas famílias, colocando as crianças em escolas integrais, na parte da manhã no Ensino Regular, e à tarde ensinando-as cidadania, formação, princípios, formas de conviver em sociedade. Aí sim, vamos conseguir os resultados que queremos, vamos evitar que novas pessoas entrem para o mundo do crime. Depois de seis anos, posso falar que estamos enxugando gelo. Na minha convicção, a melhor fórmula é investir maciçamente em educação. O Brasil tem essa missão difícil e a minha frustração como secretário foi de não ter instrumentos necessários para o combate. Meus instrumentos eram polícia e cadeia, o máximo que eu tinha era o Proerd (Programa de Prevenção às Drogas da Polícia Militar) que deveria atingir os estudantes do Ensino Fundamental até a universidade, e os Consegs. Mas temos que usar todas as escolas, os meios de comunicação, os instrumentos de assistência social para fazermos um combate. Não um combate violento, igual os Estados Unidos fazem há 40 anos e não obtêm bons resultados. Sei que tem que existir estrutura para os policiais, mas se não investirmos em educação e saúde não vamos ter resultado, essa é a fórmula que dou para resolver as questões de segurança no nosso País. 

BRM - A participação das comunidades foi muito pequena nas audiências do Orçamento. O senhor acha que ações de segurança deveriam ser incluídas também como prioridade?
RB - Sim, na questão anterior eu destaquei minhas convicções sobre segurança. O Estado sabe onde tem que investir em segurança, mas para resolver nosso problema nesta área temos que mapear as famílias de risco social e investir nelas para evitar que novos criminosos entrem para o mundo do crime. 

BRM - Entramos no mês decisivo para a definição das candidaturas. Como pensa que deve ficar o PMDB?
RB - O PMDB ficará em coligação com o DEM, PSDB, PTB, PPS e mais outros partidos menores do Estado. Vamos estar juntos, reeditando a tríplice ou a polialiança e, com certeza, estaremos rumando à vitória e levando adiante o governo da descentralização que mudou Santa Catarina para melhor em todos os itens.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Comin volta à Alesc com críticas ao governo

Deputado estadual Valmir Comin (PP) retornou à Assembleia Legislativa ontem (15/6), depois de licença de 60 dias, e hoje já promete usar a tribuna para criticar a situação de algumas obras no sul do estado. Durante a licença o parlamentar diz ter percorrido diversas regiões e teve reforçada a tese de que as SDRs presicam ter autonomia orçamentária e para fazer isso é preciso „ enxugar a máquina e potencializar os serviços“.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Segurança fica fora das prioridades

A audiência pública do orçamento regionalizado, organizada pela Assembleia Legislativa na segunda-feira (7/6), apontou as prioridades da região. Pavimentação da SC-382 trecho Pedras Grandes-Orleans, construção da Arena Multiuso e manutenção rotineira de rodovias entraram na fila, quero dizer, lista.

Será que não dava para priorizar algumas medidas de segurança também? Ninguém tocou no assunto?

Não dá para pensar no tema só quando o problema ganha visibilidade. A situação em Tubarão e região está insustentável. Além de aplicar alternativas para não piorar, precisamos de medidas preventivas e que façam nossas cidades voltarem a ser o que eram: lugares tranquilos para se viver.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O número mágico de cada um

A janela de convenções partidárias abre na quinta-feira, dia 10, e os partidos tem até o dia 30 de junho para definir os candidatos. Muita gente já está definida e também fazendo contas. Todos calculam e projetam a quantidade de votos necessária para se eleger.

Como exemplo, vamos ficar com os candidatos a deputado estadual. Já temos cerca de dez pré-candidatos aqui na Amurel. Quantos votos são necessários para se eleger? Quem são os reais adversários de cada um?

Esta questão dos números é discutida em Tubarão a partir da desistência de disputar a reeleição do deputado Genésio Goulart. Quem ficaria com os votos de Genésio? É muito difícil prever.

Mas o fato é que os adversários de cada candidato estão dentro dos próprios partidos. Alexandre Moraes por exemplo. Ele disputa voto com os outros candidatos do PMDB. Muitos já ocuparam espaço na região com o vazio criado pela desistência de Genésio. O pré-candidato tubaronense luta para recuperar este espaço e a projeção de votos fica dentro disso.

Em 2006, a última vaga do PMDB foi ocupada por Ada de Luca que fez 30.192 votos. Hoje ela já projeta passar dos 60 mil e ser uma das mais votadas. Então qual deve ser a meta de Moraes? Com certeza é passar de 35 mil votos. Qualquer número abaixo disso dificulta e muito conquistar uma vaga.

Já o ex-prefeito Carlos Stupp, por exemplo, que é pré-candidato pelo PSDB. O último dos tucanos em 2006 foi Marcos Vieira com 35.072 votos. Portanto as projeções de Stupp também devem ser superiores a 40 mil.

Olávio Falchetti, que disputará a eleição pelo PT, deve projetar mais de 25 mil votos para se eleger, já quem em 2006, Décio Góes entrou na Alesc com 23.010.

Então como se percebe, o número mágico de cada um é bem diferente. Temos pré-candidato projetando se eleger com menos de 15 mil votos.

Mas, mais do que uma disputa entre os nomes da região, é preciso que o eleitor tenha consciência para votar em representantes que sejam daqui. A Amurel, hoje, tem apenas três representantes na Assembleia. O ideal seria aumentar este quadro, diminuir seria muito ruim, mas diante da atual situação, se conseguir manter o que já tem será satisfatório.

Orçamento regionalizado é discutido em Tubarão

Todos os anos a Assembleia Legislativa percorre o estado para discutir as prioridades de cada região que deverão fazer parte do orçamento de Santa Catarina. Nesta segunda-feira (7/6) deputados estiveram em Tubarão para definir as prioridades da região sul

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Alesc promove homenagem a Willy Zumblick

O artista plástico Willy Zumblick, que faleceu em 2008, será homenageado na Assembleia Legislativa no próximo dia 14, o. A proposta de uma Sessão Solene foi dos deputados Joares Ponticelli (PP) e Genésio Goulart (PMDB). Esta semana, um dos filhos de Zumblick, Raimundo, esteve no gabinete de Ponticelli conversando sobre a solenidade. Goulart também esteve presente ao encontro. Os filhos receberão as honrarias. Temos que valorizar e mostrar Tubarão para Santa Catarina.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Internet e recursos para as campanhas

Palestra com o jornalista e professor Caio Túlio Costa nesta segunda-feira, na Alesc, em Florianópolis foi muito produtiva e informativa. Costa, fundador dos grande portais de internet Uol, iG, entre outros e hoje consultor da área fez um breve balanço do momento atual da posição das mídias no mercado um relato sobre a expectativa do uso de novas mídias nas eleições de 2010. Mas um dos temas mais interessantes foi a tese de reforçar a divulgação sobre quem financia as campanhas políticas como forma de dar transparência ao modelo político atual. Sobre isso, prometo escrever mais em breve. Em tempo, o palestrante não escondeu que presta consultoria para a presidenciável Marina Silva (PV). Por estar participando desde evento ontem, o blog ficou sem atualização. Peço a compreensão dos leitores.

Célio Antônio em Florianópolis

Prefeito de Laguna Célio Antônio (PT) foi visto ontem (31/5) na Assembleia Legislativa, em Florianópolis. Ele tenta recurso no TRE-SC para permanecer no cargo enquanto recorre da cassação do registro da candidatura que lhe tira o mandato de prefeito. Juiz Eleitoral Renato Bratti marcou para amanhã a diplomação dos segundos colocados nas eleições Mauro Candemil (PMDB) e vice Aderbal Mendes (PSDB). Próximas 24 horas serão de muita expectativa.

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Juiz define data da diplomação de Mauro Candemil e Aderbal Mendes em LagunaCaso Célio Antônio: Prefeito de Laguna pode deixar o cargo hoje

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