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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Inquéritos encerrados, mas e daí?

Os inquéritos civil e militar sobre a investigação do caso do Beco do Quilinho foram encerrados em Tubarão. Um seguiu para a justiça comum e outro para a promotoria militar. Segundo informou o comandante da Polícia Militar de Tubarão, tenente-coronel Sílvio Ricardo Alves, existem indícios de crime militar e agora o rigor da promotoria deve indicar os caminhos a serem tomados.

Mas pergunte ao comandante se alguém será afastado enquanto se julga o caso e a resposta continuará sendo não.



Para quem não lembra, este é o caso em que policiais militares são acusados de espancarem Ricardo Cipriano Diomar no dia 28 de agosto. O homem faleceu no dia 7 de setembro.

Outra denúncia contra abusos da polícia teve solução diferente esta semana. O ex-diretor da Deap, Hudson Queiroz, foi exonerado após divulgação de imagens de espancamento de detentos do presídio de São Pedro de Alcantará.

Isso significa dizer que ele é culpado. Não. Mas foi afastado enquanto se investiga. Foi o que a comunidade do bairro Morrotes pediu por aqui e não foi atendida.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Casos parecidos? Sistema ultrapassado

Quem viu as cenas de violência e tortura, exibidas pelo Fantástico, que aconteceram dentro do Presídio de São Pedro de Alcântara (SPA), pode ter lembrado de alguma semelhança com as denúncias feitas contra a Policia Militar e o próprio Deap em Tubarão?

A Policia Militar ainda precisa explicar o que aconteceu no dia 28 de agosto numa batida no Beco do Quilinho. A família de Ricardo Cipriano Diomar acusa os PMs de espancamento. Cipriano faleceu dias depois.

No Presídio Regional também houveram denúncias de abuso da força durante a realização de uma operação pente fino, quando foram encontradas armas, drogas e dinheiro. Os agentes da Deap estiveram em Tubarão.

O caso de SPA teve repercussão nacional e os envolvidos serão afastados enquanto é realizada a investigação. O mesmo foi pedido por aqui, mas sem o mesmo sucesso.

De um jeito ou de outro, os casos mostram que o sistema penitenciário é ultrapassado e não corrige ninguém. Mostram que a segurança da população precisa ser melhor tratada.

Ladrões e bandidos também são violentos com as vitimas, temos que lembrar disso, mas não se pode permitir que quem tem o compromisso de defender a população também seja parte disso.

Esclarecer e dar transparência é o melhor caminho.

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Governo de SC investiga tortura de presos

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Uma resposta e um prazo furado

Após o comentário de hoje na Unisul TV e a postagem no blog surge uma informação que precisa ser relataca. O presidente do Conselho Municipal de Tubarão, vereador Maurício da Silva (PMDB), informa que foi realizada uma reunião com as autoridades policiais para cobrar uma definição sobre o caso do Beco do Quilinho. Neste encontro foram informados que em 30 dias seria apresentado o resultado das investigações. Silva disse que o assunto também foi tratado num requerimento apresentado na Câmara de Vereadores.

O professor Maurício ficou de informar as datas do encontro e do prazo prometido, mas na conversa que tivemos ficou surpreso ao saber que o suposto espancamento de Ricardo Cipriano Diomar já completa 60 dias. Ou seja, o prazo dado já está expirado. Prometeu nova cobrança.

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Ninguém responde, ninguém cobra

Ninguém responde, ninguém cobra

O caso envolvendo Ricardo Cipriano Diomar aconteceu no dia 28 de agosto. Neste dia ele foi internado no hospital em estado grave. A suspeita era de espancamento por policiais militares. No dia 7 de setembro Diomar faleceu e desde então familiares, comunidade e a sociedade de Tubarão aguardam por um esclarecimento.

O que realmente aconteceu naquela noite? Ricardo fez algo de errado? A PM abusou da força? Não consigo entender o motivo que faria uma pessoa ser agredida ao ponto de morrer por causa disso. Não consigo entender porque este assunto não é esclarecido. E mais ainda não consigo entender porque as autoridades competentes não se interessam em esclarecer o que aconteceu.

Da prefeitura eu não vi nenhuma manifestação cobrando uma definição para o caso. Ou será que o prefeito não tem como cobrar tanto da Policia Militar como da Civil que o caso seja esclarecido? Ele não pode intervir, mas pode cobrar.

Dos vereadores também não vi nada. Eles também não podem intervir nas investigações. PM e Civil tem autonomia para investigar, mas os vereadores podem cobrar, se manifestar nas sessões, pedir providências. Mas não fizeram.

E o Conselho Municipal de Segurança? Será que este assunto não merece ser discutido pelo Conselho?

Será que se o problema tivesse ocorrido num bairro mais conceituado da cidade, ou então com alguém de uma família mais conhecida teria o mesmo tipo de atitude?

Mas como foi no Beco do Quilinho, um lugar já conhecido pelos problemas de segurança, parece que não merece a mesma atenção.

Nossa cidade tem que ser boa e segura para todos. Para quem mora no Centro, na Vila Moema, na Passagem, no São Martinho, no Humaitá, no Morrotes e no Beco do Quilinho.

Amanhã completamos dois meses do início do caso. Também completaremos dois meses de dúvidas, incertezas e principalmente descaso. Espero que acabe logo, pois já demorou.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Caso de Ricardo Diomar também precisa de atenção

O caso envolvendo o presidente da Câmara de Vereadores de Tubarão João Fernandes (PSDB) e o fotografo do Diário do Sul Logans Duarte já tem uns dez dias. Demorou, mas os vereadores tomaram uma atitude para discutir a situação.

Duarte é um profissional da imprensa e precisa ser respeitado como qualquer outra pessoa.

Agora, surpreende porque o caso de Ricardo Cipriano Diomar, morto após um caso de suposto espancamento por policiais militares há quase dois meses não tenha gerado nenhuma manifestação por parte dos vereadores. Nem mesmo aqueles que representam os moradores do bairro Morrotes, região onde aconteceu o caso, tiveram algum tipo de dedicação.

Os vereadores, obviamente, não tem como agir dentro da Policia Civil e da Policia Militar, mas poderiam exercer algum tipo de pressão para o esclarecimento do fato. Até agora as investigações não foram encerradas, ninguém foi afastado e não se sabe se alguém será responsabilizado pela morte de Cipriano.

Para quem acha que os vereadores demoraram no caso do fotografo, pergunte aos familiares e moradores do bairro Morrotes o que eles acham da demora no caso de Cipriano.

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O anonimato impera no bairro Morrotes

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O anonimato impera no bairro Morrotes

Moradores contrários ao abaixoassinado que pede o afastamento de policiais militares envolvidos em denúncia de espancamento começaram a se manifestar. E da mesma forma que recebo informações anônimas sobre o abuso da força por parte da PM estas pessoas se manifestam anonimamente sobre a situação do crime no bairro.

Numa destas manifestações é relatado um dos medos e dificuldades de se conseguir as assinaturas para o abaixoassinado. São atribuídas ameaças, coação e medo dos traficantes que tomam conta do beco e acusações de que o envolvimento da enteada de Ricardo Cipriano Diomar com o tráfico também deve ser pesado no julgamento do problema. Mas as pessoas também concordam que a polícia não tem o direito de tirar a vida de ninguém.

Outro relato conta que afastar a polícia do bairro é facilitar para os criminosos. Cita inclusive o exemplo de um mercado que foi assaltado na semana passada e que sem a polícia fica facilitada a fuga dos bandidos.

O tema divide opiniões, mas expõe uma das mazelas ignoradas pela maioria: a violência.

Na semana passada, após o jogo do Hercílio Luz, um rapaz foi baleado próximo ao estádio Aníbal Costa. Ferido procurou ajuda numa lanchonete próxima e foi socorrido pelo Samu ali mesmo, “com o sangue jorrando do pescoço”, disse-me uma das pessoas que presenciou o fato. O motivo do crime: dívida de R$ 250 (ou um pouco mais, um pouco menos, o valor não importa) com traficantes.

Quanto vale a vida em nossa cidade? Quanto vale a tranquilidade de nossa cidade?

Isso não tem preço. Mas estamos assistindo passivamente o crescimento deste problema. Será que vamos deixar isso tomar conta?

Abaixoassinado: Família pede ação do MP

ESTÁ NO NOTISUL
Os familiares do eletricista Ricardo Diomar Cipriano, 28 anos, e alguns moradores do bairro Morrotes estiveram, no início da tarde de ontem, no Fórum de Tubarão. A ‘comitiva’ foi entregar um abaixoassinado relacionado à morte de Ricardo, na semana passada - ele ficou dez dias internado na UTI após uma suposta agressão cometida por policiais militares. SAIBA MAIS...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Moradores conseguem 250 assinaturas para pedir afastamento de PMs

Os moradores do bairro Morrotes ainda não entregaram o abaixo-assinado, que pede o afastamento dos policiais acusados de espancamento de um morador, ao secretário de segurança pública e defesa do cidadão, Ronaldo Benedet. A intenção era ter o documento concluido na sexta-feira, mas isso não foi possível.

Sabe qual foi o motivo do atraso? Eles tiveram dificuldades para conseguir as assinaturas. Muitas pessoas se sentiram amedrontadas em assinar o documento e sofrer retaliações? Mas eu pergunto, retaliações de quem?

Durante o fim de semana recebi alguns contatos de moradores que se queixaram da atuação dos policiais militares. Estas pessoas não querem se identificar e também não entendem o motivo dos PMs envolvidos na denuncia não terem sido afastados durante o período de investigações. Dizem que compreendem que o trabalho da polícia precisa ser feito, mas que o preço por isso não pode ser o medo da população.

Apesar disso foram obtidas 250 assinaturas e agora o trabalho será levar o documento ao secretário Ronaldo Benedet.

Até agora é lamentável o silêncio por parte das autoridades do município. Como disse o secretário em sua única manifestação sobre o assunto até o momento, ninguém está acima da Lei. Então está na hora de esclarecer esta história.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Benedet ainda não sabia da denúncia contra a PM de Tubarão

A ocorrência da Polícia Militar no bairro Morrotes, que resultou na denúncia de agressão a um morador, foi há mais de dez dias, a vítima faleceu há dois e somente hoje (9/9) o secretário estadual de Segurança Pública e Defesa do Cidadão Ronaldo Benedet ficou sabendo do assunto após o nosso contato. Será que estavam querendo esconder a situação dele?

Pela reação que tiveram pelo telefone, assessor e o secretário, dá para acreditar que não estavam sabendo do caso mesmo. Benedet foi informado também que será procurado pela comunidade para a entrega de um abaixo-assinado que pede o afastamento dos policiais envolvidos e o esclarecimento dos fatos. Soube também que a comunidade já realizou protestos e viaturas da PM foram apedrejadas por moradores mais revoltados.

O secretário informou que vai receber o documento e falou que é preciso respeitar os trâmites de apuração do caso e que ninguém está acima da Lei.

– Vivemos num Estado democrático e as leis precisam ser respeitadas. Seja a Polícia Militar na sua atividade, sejam os cidadãos que precisam aguardar a decisão da Justiça.

Os familiares de Ricardo Cipriano Diomar, vítima do suposto espancamento, pretendem responsabilizar o Estado pela morte.

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Moradores do Morrotes vão pedir apoio do MP

Homem que teria sido espancado por policiais morre

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Moradores do Morrotes vão pedir apoio do MP

Moradores do bairro Morrotes de Tubarão organizam um abaixo-assinado para levar até a Promotoria Pública para pedir esclarecimentos sobre a morte de um morador, que teria sido espancado pela Policia Militar. O texto pede que os policiais sejam afastados da corporação.

No dia 28 de agosto, Ricardo Cipriano Diomar, foi internado no Hospital Nossa Senhora da Conceição, com sérias lesões corporais, e faleceu na madrugada de segunda-feira (7/9).

O documento deve ser entregue até a próxima sexta-feira.

Será que algum vereador da cidade vai deixar de lado as brigas pessoais na câmara de lado para ajudar a comunidade e dar voz a esta necessidade de esclarecimento?

O comando da Policia Militar na cidade precisa esclarecer logo o caso e a comunidade sozinha não terá forças para cobrar por isso.

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