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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fosfateira: Laguna apoia campanha contra instalação

Ambientalistas mantém firme o propósito de impedir a implantação de uma fosfateira em Anitapólis. Para isso, buscam adesão do poder público em cidades que podem ser impactadas pela indústria. Laguna formalizou o apoio, durante uma reunião com o prefeito Célio Antonio (PT) e representantes da Pastoral da Terra

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Carreata ambiental contra a fosfateira

Ambientalistas de todos os lados participam neste sábado de uma carreata ambiental. O trajeto será de Laguna até a nascente do rio dos Pinheiros em Anitápolis onde será realizado um protesto contra a instalação de uma fosfateira. Em cada cidade que a carreata passar haverá um comício popular.

Políticos de todos os lados também devem aparecer, mesmo que o evento seja apartidário. Por isso é sempre bom o eleitor lembrar que já estava comprometido com as causas ambientais sem se preocupar com as eleições.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Romaria a Anitápolis é cancelada

Os organizadores da Romaria Ecológica do Dia Internacional do Meio Ambiente ao município de Anitápolis comunicam que evento foi cancelado por causa das chuvas intensas dos últimos dias e às péssimas condições das estradas que estão intrasitáveis. A romaria motorizada estava prevista para ocorrer neste sábado (5/6) e o objetivo era realizar um almoço de confraternização em prol da vida e da defesa do emprego e renda justa, humana, digna, e também protestar contra o Projeto Anitápolis (IFC) que prevê a instalação de uma fosfateira no município.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Audiência Pública, em Laguna, discute a Fosfateira de Anitápolis

A discussão sobre os impactos da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC), projetada para ser implantada no Vale do Rio dos Pinheiros, em Anitápolis, terá continuidade hoje em Laguna. A Assembleia Legislativa realiza uma Audiência Pública para tratar do assunto. O evento será às 19 horas, no Centro Cultural e Social Santo Antônio dos Anjos, no Centro Histórico. A Audiência foi solicitada pelo deputado estadual Décio Góes (PT) e promovida pela Comissão de Turismo e Meio Ambiente da Alesc.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

É preciso falar mais da Fosfateira de Anitápolis

Estudantes dos cursos de História, Geografia e Ciências Biológicas organizaram ontem (7/4) na Unisul um painel sobre a instalação da Fosfateira de Anitápolis. O objetivo foi despertar a atenção para o assunto que será discutido numa audiência pública na próxima semana em Laguna.

O assunto ainda gera muitas dúvidas e pelo que se percebe o grande público ainda está desinformado.

Primeiro é uma pena que os responsáveis pelas empresas que projetam a instalação da fosfateira em Anitápolis não participam destas discussões com a população. Desta forma se acompanha a opinião apenas daqueles que são contrários ao projeto do jeito que ele foi apresentado até agora.

E ouvindo estas pessoas, de técnicos, engenheiros e ambientalistas tem-se a percepção de que é inaceitável permitir que projeto de tamanho impacto seja implantado.

É preciso saber que o projeto não está parado. As transnacionais Bunge e Yara venderam o projeto para a empresa Vale. A estratégia é não falar muito e fazer o projeto caminhar sem que ninguém perceba, sem muito barulho.

Mas os alertas estão sendo feitos.

São mais de 1700 hectares de área envolvida. Diversos municípios e ecossistemas podem ser atingidos. Diversas espécies animais ameaçadas de extinção foram ignoradas o Estudo de Impacto Ambiental.

Os estudos feitos por Ongs e pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão indicam que foram utilizados dados climáticos que não condizem com a realidade da região. O verdadeiro impacto, pelo que parece, foi omitido.

Dizer que o projeto vai render investimentos e vagas de emprego é muito vago e fácil de justificar. Mas por que a nossa região não valoriza e investe em outras atividades que não sejam poluentes e que possam dar mais qualidade de vida para todos?

No passado, nossa região também se iludiu com promessas de crescimento econômico e geração de empregos vinda da exploração do carvão. O que sobrou em nossas cidades além de poluição, desemprego, problemas de saúde e crescimento desordenado?

É preciso falar mais deste projeto e conquistar mais forças para brigar por melhores condições de vida, destas e das gerações futuras. Para isso é preciso a mobilização de todos.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fosfateira em discussão na Unisul

Acadêmicos dos cursos de Licenciatura em História, Ciências Biológicas e Geografia e Comunicação Social, da Unisul realizam nesta quarta-feira (7/4) um debate sobre a instalação da Fosfateira em Anitápolis. O objetivo dos estudantes é levantar propostas concretas para apresentá-las na Audiência Pública que será realizada na próxima semana em Laguna.

Para o encontro de hoje foram convidados representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, poder público, Movimento Nascentes da Serra, Ong Montanha Viva, empresários, professores e alunos da Universidade. O evento será às 19h30min no Auditório 211 do Bloco Pedagógico, no Campus de Tubarão.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Grupo de trabalho apresenta os impactos socioeconômicos e ambientais da instalação de fosfateira em Anitápolis

Com o objetivo de nivelar as informações a respeito da polêmica em torno da instalação da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC) no município de Anitápolis, Sul do estado, a Comissão de Turismo e Meio Ambiente recebeu a visita de representantes do grupo de trabalho que estuda os impactos socioeconômicos e ambientais da fosfateira. A reunião presidida pelo deputado Décio Góes (PT) foi realizada na manhã de hoje (7).

Conforme o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Wilson Schmidt, a repercussão da instalação da IFC é muito maior do que a empresa apresentou no projeto. Ele manifestou sua preocupação em relação aos impactos na região das nascentes, afirmando que não foram especificados, suficientemente, todos os dados sobre as conseqüências no solo, água, fauna e flora.

- Anitápolis é o segundo município do estado em precipitação de chuva. Precisamos levar em consideração todos os aspectos sociais, econômicos e ambientais - disse o professor.

Para o representante da ONG Nascente da Serra, Geraldo Luz da Silva Jardim, se instalada, os resíduos da fosfateira irão comprometer 95% da nascente do Rio Tubarão.

- Queremos combater a negação da informação e mostrar que as os estabelecimentos comerciais já instalados sofrerão com as consequências ambientais da indústria.

Duas audiências públicas já foram realizadas para tratar do assunto com o propósito de tirar todas as dúvidas da comunidade e prestar esclarecimentos sobre as consequências que a obra pode acarretar para a região. No entanto, as divergências continuam. Do encontro realizado no dia 25 de setembro, em Braço do Norte, foi decidido pela solicitação de uma audiência com os ministros do Turismo e Meio Ambiente e de Desenvolvimento Agrário para tratar a questão detalhadamente. A comissão está em fase de agendamento da audiência em Brasília e a data será informada posteriormente.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Duas ações que mostram união regional

A Juíza Federal Substituta Marjôrie Cristina Freiberger Ribeiro da Silva concedeu liminar suspendendo a Licença Ambiental Prévia da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC). Esta decisão judicial mostra que quando a população se une em torno de objetivos comuns é possível obter conquistas. A audiência pública realizada em Braço do Norte na sexta-feira foi muito importante para esclarecer pontos obscuros de todo o processo. De acordo com o que foi exposto, ficou claro que faltou divulgação do Estudo de Impacto Ambiental, que existem incertezas sobre a qualidade da água e destruição da Mata Atlântica que cobre toda a área.

O assunto não está encerrado e aqueles que são contrários a instalação da fosfateira devem ficar atentos aos próximo passos da empresa, dona do empreendimento.

O desenvolvimento econômico é importante para toda a região e com frequência vemos as lideranças locais lutando por novos projetos. Mas este desenvolvimento não pode ser feito a qualquer custo. Se é realmente possível explorar as reservas minerais sem prejudicar o meio ambiente, que se prove isso, que se percorram todos os caminhos legais e que se tenha transparência. Ou seja, tudo o que não vimos até agora.

A outra boa notícia também é sobre união de forças. Uma reunião do Conselho de Entidades Empresariais de Criciúma e Conselho Superior da Acic realizada ontem decidiu eleger três prioridades para o desenvolvimento regional. Bom e você pode estar perguntando agora o que nós, aqui em Tubarão, temos com isso?

É que entre estas prioridades está o Aeroporto Regional de Jaguaruna.

E qual o significado dessa decisão? Primeiro, é uma mostra de que os empresários assimilaram a ideia de que pensar de forma regional só traz ganhos para todos. Será que já é um efeito do projeto Prosperidade Sul Catarinense, proposto por Unisul, Unesc e Grupo RBS?

E em segundo lugar significa que toda a região entendeu a importância do projeto do aeroporto e que somente com união ele vai virar realidade de forma mais rápida. Na reunião de ontem, inclusive, já se alertou que devem ser iniciadas as negociações com as empresas aéreas e não esperar por isso somente quando o aeroporto estiver pronto.

Quem sabe agora com mais esse reforço o projeto siga mais rápido.

Leia mais em...
Justiça concede a liminar suspendendo a Licença Ambiental Prévia (LAP) da IFC
Fosfateira: Liminar impede a implantação

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

IFC participa de reunião do Comitê Tubarão

Representantes da IFC (Indústria Catarinense de Fosfatados), empresa que vai instalar a fosfateira em Anitápolis, participaram de uma reunião hoje com a Câmara Técnica do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar.

Eles explicaram detalhes do projeto e responderam questionamentos relacionados aos índices de fósforo, à segurança da barragem, à incidência de chuva ácida na região e à eutrofização de rios e lagoas, entre outros. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Comitê nem todos os pontos foram respondidos.

Esta prevista uma visita ao local de instalação do empreendimento no dia 28 de agosto e até lá se espera por um posicionamento do Comitê.

- Após esta visita e mais esclarecimentos teremos outros elementos técnicos de convicção que nos encaminharão à fundamentação de um parecer responsável que balizará o posicionamento do Comitê - afirma Francisco Beltrame, secretário do Comitê Tubarão.

Com informações da AI/CBHRT

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Gripe A e a fosfateira

É uma pena como determinados assuntos são tratados diante da população. Esta polêmica toda sobre a Gripe A, por exemplo. É tanta informação vinda de todos os lados que não se sabe o que é verdade.

Apesar da suspensão das aulas e realização de eventos como shows, formaturas e missas a situação não é caótica. É preciso entender que tudo isso é necessário para que a doença não se propague. Se os número de casos aumentar não vamos ter como tratar todos os doentes e para que isso não aconteça, a solução encontrada foi parar tudo o que é possível.

Eu espero que esta experiência sirva de aprendizado para outras situações que merecem atenção. Higiene pessoal, por exemplo. Foi preciso este alerta da gripe para as pessoas aprenderem que devem lavar as mãos a toda hora.

Outro ponto é com o meio ambiente. Estamos ouvindo nos últimos dias falar da instalação de uma fosfateira em Anitápolis. Este município que fica longe de Tubarão tem ligação com a gente devido as diversas nascentes de rios que existem por lá e que tem ligação com o rio Tubarão. Portanto poluição lá em Anitapolis, significa que pode ter poluição por aqui também.

O rio Tubarão sofre até hoje e vai sofrer muito mais com as consequências da mineração de carvão na região. O projeto da fosfateira em Anitapolis prevê a mineração a céu aberto durante 33 anos. Façam as contas por aí. Se começar em 2010, até 2043 vai ter mineração. Quanto tempo depois será necessário para recuperar a área que será minerada?

Então não é possível aceitar que um projeto desse, que tem um impacto tão grande em nossa região seja empurrado goela abaixo. Será que o novo código ambiental de Santa Catarina não tem nada que dificulte ou interrompa este processo?

Hoje estamos preocupado com a Gripe, que todos sabiam que ia chegar, mas pouco foi feito para evitar. Quando vamos nos preocupar com a fosfateira? Quando o estrago já estiver feito? Quando um desastre ambiental ocorrer?

Impedir a instalação da fosfateira provavelmente vai ser muito difícil, mas o que os defensores do meio ambiente pedem é que esta ação seja melhor discutida. Quem sabe dá para instalar a empresa e amenizar os impactos ambientais.

Mas temos que nos preocupar com isso também agora e não quando for tarde demais.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Fosfateira em Anitápolis


Poluição do Rio Tubarão e instalação da fosfateira em Anitápolis foram alguns dos assuntos abordados no Café da Band de hoje. É impressionante como os temas ambientais vêm e vão e pouco muda.

- Será que vamos precisar de algo trágico para ter a atenção das pessoas? Com a Gripe A, as pessoas aprenderam até a lavar as mãos, algo que já deviam saber há muito tempo. Com o meio ambiente será preciso algo igual? - advertiu o coordenador da Ong Sabor Natureza, Luiz Fernando de Carvalho (foto).

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