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quinta-feira, 22 de abril de 2010

O que falta para qualificar?

Mesmo com grande oferta de cursos profissionalizantes e também de nível superior é impressionante como eu escuto reclamações de falta de mão de obra qualificada em nossa região. Está havendo um desencontro em algum lugar.

Será que as vagas de trabalho oferecidas por aqui não atraem as pessoas? Será que os cursos não estão formando e preparando os profissionais para as opções existentes? Será que os salários oferecidos não são atraentes? Será que os profissionais formados não tem a qualidade que é exigida pelo mercado?

Para se achar esta resposta é preciso discutir melhor o assunto e quem sabe de forma mais ampla. Entidades empresariais, associações de classe e sindicatos de trabalhadores devem participar de um debate conjunto.

É preciso um investimento de todos. O trabalhador quer melhores salários e para isso é claro deve se destacar como um bom profissional. O empregador também deve valorizar este empenho e pagar mais para os melhores.

Do mesmo jeito que falta gente qualificada, sobra gente procurando emprego e muitas vezes por causa disso, quem pede um aumento por se achar desvalorizado é trocado por alguém que vai ganhar até menos.

Quem já teve que trazer um profissional de longe porque não achou ninguém por perto para a vaga, sabe do que estou falando e sabe quanto custa um bom profissional. Então é preciso que os bons talentos daqui também sejam valorizados. Só com motivação de todos este problema pode ser resolvido.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sobram empregos, de baixos salários

Reportagem do Jornal Nacional desta segunda-feira aborda a falta de candidatos para algumas vagas de trabalho no Brasil. O motivo: os baixos salários. Tem restaurante oferecendo R$ 1,2 mil para um gerente do turno da noite e não encontra candidatos. Outros procuram por empregos perto de casa ou nos horários que mais lhe convém. Tem vaga de auxiliar de cozinha, garçom, entre outras, sobrando.

Tem ou não tem algo errado nesta história? Será que já chegamos no estágio em que só os imigrantes aceitam executar certos trabalhos? Será que os Estados Unidos são aqui?

É claro que não. Faltam é melhores salários mesmo. Faltam também melhores empregos para a grande onda de profissionais com curso superior e a tão falada qualificação. É óbvio que ninguém vai fazer uma faculdade para depois ir lavar prato. Tudo bem que tem gente que faz isso no exterior, mas esta realidade não pode ser a nossa.

Crescimento econômico já!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

ThermoSystem: bom lugar para trabalhar?

Esta é a pergunta que o Guia VOCÊ S/A-EXAME- As Melhores Empresas para Você Trabalhar vai tentar responder. A empresa tubaronense está pré-classificada para a próxima etapa da pesquisa que irá eleger as melhoras empresas do Brasil para se trabalhar.

O ranking da revista é uma espécie de ISO para a gestão de pessoas no Brasil. As empresas eleitas tornam-se referência para o mercado, atr

A ThermoSystem, de Tubarão-SC, teve suas práticas analisadas através de um questionário, englobando quesitos como Estratégia e Gestão, Liderança, Políticas e Práticas e Cidadania Empresarial. A próxima etapa compreende a visita de um jornalista que virá até a empresa para conduzir reuniões com grupos de colaboradores e com o responsável pela área de RH.

Com informações da AI/TS

sexta-feira, 8 de maio de 2009

As profissões do passado e do futuro

Você tem dúvida de que as atribuições e qualificações das profissões estão mudando? Espero que não, porque elas estão mudando. Tome por exemplo a função do caixa de supermercado. No passado (não muito distante) ele tinha que saber operar uma máquina registradora, ser rápido na digitação dos números e bom de troco. Os pacotes eram coisas do empacotador.

Hoje em dia, o caixa tem que saber operar um computador, máquina de preenchimento de cheques, cartões de crédito, receber tickets de refeição, ah, e até mesmo empacotar as compras, já que a reengenharia dos supermercados cortou posições de trabalho e apesar das muitas tarefas que ganhou, parece ter sobrado mais tempo para os caixas.

Nós jornalistas também estamos encarando mudanças. Foi-se há muito, o tempo em que jornalista só escrevia em máquina de escrever. Hoje em dia tem que escrever no computador (é obrigatório, pois as máquinas de escrever sumiram), usar máquina digital, baixá-las no computador, tratá-las, editar vídeos, áudios e outras coisas se sobrar tempo.

Tudo isso parece simples para quem já cresceu tendo um computador dentro de casa, mas tenho certeza que ainda é complicado para muita gente. Quem não cresceu neste mundo digital ou até mesmo quem ainda não faz parte dele sente muita dificuldade.

Diante de todas estas mudanças nos deparamos ainda com profissões que não conseguem fugir de velhos estigmas. A das secretárias é uma delas. Muita gente ainda pensa que secretária serve apenas para atender telefone, anotar recados, transferir ligações e nos piores casos, sentar no colo do chefe.

As secretárias também se enquadram entre as profissões que ganharam novas atribuições e tiveram suas atividades qualificadas diante de tantas inovações tecnológicas. Os cursos superiores de Secretariado Executivo não desmentem esta tendência. Ninguém vai fazer uma faculdade para aprender tão e somente a atender telefone, anotar recados, transferir ligações e sentar no colo do chefe. Elas estão preparadas para muito mais.

Mas, por mais que sejam atualmente profissionais prontas para assessorar os executivos, administradores, ou seja lá qual for o ramo de atividade do chefe, muitos insistem em somente olhar para o passado.

Muita gente está se preparando para o futuro, se qualificando, estudando, aprendendo e aguardando por uma vaga num mercado de trabalho que ainda não valoriza as novas atribuições. Muitos exigem as qualificações, mas a remuneração não acompanha esta exigência.

Senhor empregador não quebre esta corrente de crescimento e qualificação profissional. Se está com saudade dos velhos tempos, alugue um filme antigo e mate o saudosismo.

Publicado também no Jornal de Bairro

terça-feira, 28 de abril de 2009

Desemprego x trabalho qualificado

Pesquisa mensal sobre o nível de emprego realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada na semana passada revela o aumento no desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país. Segundo o Instituto, o número de desempregados avançou de 8,5% em fevereiro para 9% em março, o maior índice desde setembro de 2007. Em março de 2008 esse número correspondia a 8,6%.

Os números não falam nada de nossa região, mas continuo batendo na tecla de que mais do empregos é importante também termos empregos com melhor remunaração. Temos uma grande leva de universitários e pessoas já graduadas que não têm perspectiva de conquistar postos de trabalho equivalentes com aquilo que se qualificaram.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Onde está o trabalho?

Basta uma simples consulta no mais conhecido site de buscas, o Google, e elas estarão lá: as vagas de emprego. Mas quem não conhece alguém que terminou um curso superior, a faculdade, e não consegue arrumar uma? Que contradição é essa?

Bom, faltam empregos de nível superior em nossa região? Faltam. Mas se faltam por aqui, será que não é preciso então ir atrás das oportunidades?

Na semana passada, o programa Ciência & Pesquisa, da Unisul TV, entrevistou dois jovens dentistas, formados na Unisul e Ufsc, que foram buscar oportunidades bem longe daqui. Eles trabalham no município de Sobral, interior do Ceará. Deixaram o conforto e a segurança de viver perto da família e foram em busca do primeiro emprego e dos sonhos profissionais.

Nossos jovens e recém-formados precisam, com urgência, tomar consciência dessa necessidade.

– Quero trabalhar, seguir minha vida, minha carreira, enfrentar desafios, descobrir o novo, ou quero comodidade, ficar perto da praia, da família e me contentar com o que aparecer? – é a pergunta desafiadora.

Sair de casa para enfrentar a vida não significa que você nunca mais poderá retornar à sua cidade natal, a conviver próximo da família e dos amigos de infância. Mas o começo de uma carreira profissional é difícil para todos e deve-se ir atrás das oportunidades. Elas não caem do céu.

Mas você leitor aí do outro lado também pode questionar o motivo de nossa região não oferecer as vagas de empregos que tanto precisamos. Mas eu volto a perguntar: quem não conhece alguém que veio de fora para trabalhar em nossa cidade?

Eu acredito que há solução para quase tudo. Considero que os jovens também devem pesquisar muito antes de escolher uma profissão. Se temos pessoas que vieram de outros lugares para viver e trabalhar aqui é porque temos vagas de trabalho sim em nossa região. Consulte o Sine, a Acit e a secretaria de Indústria e Comércio e você vai ver que as vagas existem e a reclamação é geral: falta qualificação.

Nova contradição? Não, é que faltam profissionais de nível técnico e sobram os de nível superior.

Cada um é livre para buscar o seu caminho e a sua realização profissional. Mas corra atrás dela, pois ela está lá na frente e não vai te esperar.

(*) Este artigo foi publicado também na edição de hoje do Jornal de Bairro

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