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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eleições 2010: conheça os bastidores da cobertura

Um grande número de profissionais da Unisul TV esteve envolvido na cobertura das eleições 2010 neste domingo. Durante 13 horas a emissora esteve ao vivo levando ao ar as informações da movimentação nas urnas nos municipios da região, do estado e também em todo o Brasil, por meio da parceria com a TV Cultura

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

É preciso reconceituar o jornalismo

Marcelo Salles*

Não faz mais nenhum sentido chamar de Jornalismo o que fazem as corporações de mídia. Quem se preocupa com o lucro em primeiro lugar não é uma instituição jornalística. Não pode ser. Quando uma empresa passa a ter como principal meta o lucro, essa empresa pode ser tudo, menos uma instituição jornalística. E aí não importa a quantidade de estrutura e dinheiro disponível, pois a prática jornalística é de outra natureza.

Exemplo: eu posso passar uma semana no Complexo do Alemão com um lápis e um bloco de papel. Posso chegar até lá de ônibus. Posso bater o texto num computador barato. Mesmo assim, se a publicação para onde escrevo for jornalística, vou ter mais condições de me aproximar da realidade do que uma matéria veiculada pelas corporações de mídia.

Essas podem dispor de toda a grana do mundo, de carro com motorista, dos gravadores mais caros, das melhores rotativas, de alta tiragem e de toda a publicidade que o dinheiro pode comprar. No entanto, se não forem instituições jornalísticas, elas dificilmente se aproximarão da realidade da favela, isso quando não a distorcem completamente.

Existem outros exemplos para além da questão da favela. É o caso dos venenos produzidos pelas Monsantos da vida, que nunca são denunciados pelas corporações de mídia. Ou da retomada dos movimentos de libertação na América Latina, vistos como “ditatoriais”; a perseguição aos movimentos sociais e aos trabalhadores em geral; a eterna criminalização da política, de modo a manter as instituições públicas apequenadas frente ao poder privado. Enfim, você pode olhar sob qualquer ponto de vista que não vai enxergar Jornalismo.

Isso precisa ficar bem claro. Claro como a luz do dia. Pra que as corporações pareçam ridículas quando proclamarem delírios do tipo: “somos democráticas”, “únicas com capacidade de fazer jornalismo”, “imparciais” e por aí vai. Fazer Jornalismo não tem esse mistério todo. Em síntese é você contar uma história. Essa história deve ter alguns critérios que justifiquem sua publicação. Alguns deles aprendemos nas faculdades e são válidos; outros são ensinados, mas devem ser vistos com cautela. E outros simplesmente ignorados. Mas, no fundo, o importante é ser fiel ao juramento do jornalista profissional:

“A Comunicação é uma missão social. Por isto, juro respeitar o público, combatendo todas as formas de preconceito e discriminação, valorizando os seres humanos em sua singularidade e na sua luta por dignidade”.

Essa frase, quase uma declaração de amor, não é minimamente observada pelas corporações de mídia. Vejamos: elas não têm espírito de missão, não respeitam nada, nem as leis, estimulam o preconceito, discriminam setores inteiros da sociedade, violam os direitos humanos e não sabem o significado da palavra “dignidade”.

Mas por que o Jornalismo é tão importante para uma sociedade? Porque hoje, devido ao avanço tecnológico dos meios de comunicação – são praticamente onipresentes nas sociedades contemporâneas –, a mídia assume uma posição privilegiada no tocante à produção de subjetividades. Ou seja, a mídia, mais do que outras instituições, adquire enorme poder de produzir e reproduzir modos de sentir, agir e viver. Claro que somos afetados por outras instituições poderosas, como Família, Escola, Forças Armadas, Igreja, entre outras, mas a mídia é a única que atravessa todas as outras.

Fica claro, portanto, que uma sociedade será melhor ou pior dependendo dos equipamentos midiáticos nela inseridas. Se forem instituições jornalísticas sólidas e competentes, mais informação, dignidade, mais direitos humanos, mais cidadania, mais respeito, mais democracia. Se forem corporações pautadas pelo lucro, ou seja, entidades não-jornalísticas, menos informação, menos dignidade, menos direitos humanos, menos cidadania, menos respeito, menos democracia.

É por isso que eu sempre digo aqui, neste modesto, porém Jornalístico espaço: as corporações de mídia precisam ser destruídas, para o bem da humanidade! Em seu lugar vamos construir instituições jornalísticas. Ponto.

(*) Marcelo Salles, jornalista, é coordenador da Caros Amigos no Rio de Janeiro e editor do www.fazendomedia.com.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Comissão para defender a profissão

Estudantes de Jornalismo e profissionais da área discutiram ontem à noite na Unisul encaminhamentos que devem ser tomados após a decisão do Supremo Tribunal Federal que acabou com a exigência do diploma para o exercício da profissão. Foi formada uma comissão com estudantes e jornalistas formados que vão ter a missão de divulgar para a sociedade e sensibilizar sobre a importância de contratar profissionais formados.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Profissionais do jornalismo

O presidente do Sindicato dos Jornalistas de SC, Rubens Lunge, vem hoje a Tubarão, para conversar com os estudante do curso de Jornalismo da Unisul e profissionais da área sobre a decisão do STF, que acabou com a exigência do diploma para o exercício da profissão.

Um encontro deste tipo foi realizado na semana passada na Satc, de Criciúma. Lá foi formada uma comissão com jornalistas e estudantes para mobilizar a categoria e sensibilizar a sociedade sobre a importância dos profissionais formados.

Se os jornalistas comparecerem em Tubarão, pretende-se formar comissão semelhantes, caso contrário, será apenas mais um encontro para discutir o indiscutível.

Leia mais em:
Supremo decide que é inconstitucional a exigência de diploma para o exercício do jornalismo

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Unisul TV é finalista do Prêmio Fatma de Jornalismo Ambiental

Reportagem da Unisul TV é finalista do Prêmio Fatma de Jornalismo Ambiental. O trabalho que concorre na categoria telejornal foi realizado pelo jornalista Ricardo Dias e já foi vencedor do Prêmio da Associação Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF). A reportagem aborda os vagões de plástico desenvolvidos pela FTC de Tubarão.

Os vencedores serão conhecidos na próxima terça-feira (30/6), em Florianópolis.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vamos mudar?

Por Laudelino José Sardá

Independente das razões que levaram o Supremo Tribunal Federal a dispensar o diploma para o exercício do jornalismo, até porque o Brasil é feito de jurisprudências, entendo que essa decisão é uma advertência para a classe e principalmente para os cursos de comunicação social.

Continuamos, em plena era da instantaneidade da informação, a formar jornalistas como se vivêssemos ainda nos anos 70. Continuo defendendo a tese de que não podemos mais simplesmente formar jornalistas, mas comunicólogos capazes de trabalhar os conteúdos para todos os meios de comunicação e a própria comunicação social.

Estamos tão defasados que os administradores ocupam o papel do jornalista nos trabalhos de comunicação nas empresas.

Mesmo com a decisão do STF, que, aliás, foi equivocada, a menos que também se dispense o diploma do advogado, há espaços – e muitos – para as escolas se reciclarem e as empresas continuarem valorizando os profissionais formados, desde, é claro, que sejam profissionais de vanguarda.

Retrocesso para a sociedade

Por Marco Antonio Mendes

Sempre pensei que em 10, 20 anos, no máximo, teríamos apenas jornalistas formados levando informações para a sociedade. Nossa geração ainda tem muita gente não-graduada atuando porque as universidades de Jornalismo são recentes. Ou seja, até há algumas décadas bastava ter vínculo com a imprensa que o registro poderia ser concedido.

Depois mudou. Apenas graduados (e aqueles que já tinham o registro) poderiam coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventuais assuntos. As universidades se multiplicaram e a categoria começou a se profissionalizar. Sim, considero que apenas são profissionais quem passa pelos bancos das faculdades.

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido pela não-obrigatoriedade do diploma para o exercício desta profissão, na triste noite de quarta-feira, li em algum grupo de discussão: para ser jornalista, a partir de hoje, basta apresentar a conta de energia e o RG. Seria cômico, não fosse trágico.

A preocupação maior não é com as vagas de trabalho por aí. Mas como as informações chegarão à sociedade. Não é só a prática que faz o jornalista. É preciso teoria, técnica, ética e análise. A união destes elementos forma um excelente profissional.

Em quem a população irá confiar se agora qualquer um pode ter um jornalzinho? Antes das informações serem publicadas elas devem ser apuradas, escritas de forma correta e editadas. Não me surpreenderia ver por aí erros em excesso, deturpação da verdade, a continuidade do amadorismo e a prostituição de serviços prestados. Fatos que ainda acontecem, apesar de serem minoria.

Não exigir formação acadêmica para trabalhar em qualquer setor de qualquer profissão é, sim, um retrocesso. A universidade não só teria que ser obrigatória como deveria haver maior fiscalização da qualidade de ensino.

Os ministros decidiram errado. Disseram que a sociedade não tem direito à liberdade de expressão e isto fica exclusivo aos jornalistas. Puro engano. Todos os veículos de comunicação dão espaço a qualquer pessoa. Basta escrever um artigo. A internet se dissemina de forma assustadora por quê? Porque qualquer um pode escrever o que quiser. Especialistas sempre tiveram espaço em jornais, rádios e televisões, seja em forma de coluna, depoimento em reportagens ou qualquer outro meio. Agora, dedicar-se de forma integral ao jornalismo, cabe apenas a quem se dedicou e estudou para isto.

Com o tempo, a realidade vai aparecer. O futuro de todo um país esteve em jogo nas mãos de apenas oito “ministros”.

Marco Antonio Mendes
Jornalista recém-FORMADO

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Com diploma ou não, jornalismo é profissão

Para ser jornalista, não é mais necessário ter diploma de jornalista. Está decidido. Não é preciso ter diploma de nada. Não tem volta, está decidido. O STF decidiu assim hoje. De goleada. 8 a 1.

Mas para mim, esse não é o problema. Esta partida já estava perdida havia tempo. Um pouco, por culpa nossa mesmo, dos jornalistas, que há muito achavam que eram especialistas em tudo e deixaram de se especializar. Viraram especialistas de nada e assim os verdadeiros especialistas foram tomando lugar. E a lógica, agora legalizada, será essa. Quem entende de determinado assunto, poderá escrever, falar, reportar sobre esse assunto.

Os jornalistas e nossos sindicatos defenderam o problema errado. Caiu a obrigação do diploma, mas não caíram os direitos trabalhistas, não caiu o Código de Ética da profissão. Por exemplo, está lá no Artº 7: O jornalista não pode:
I - aceitar ou oferecer trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial, a carga
horária legal ou tabela fixada por sua entidade de classe, nem contribuir ativa ou
passivamente para a precarização das condições de trabalho.

Está lá, mas os próprios jornalistas deixam de cumprir. Está lá, tudo o que os jornalistas, diplomados ou não, devem fazer. Mas todos nós deixamos de cumprir.

Portanto, não se decepcionem jornalistas, velhos ou jovens, diplomados, recém diplomados ou não. Sempre vai ter lugar para os bons.

Precisamos de jornalistas profissionais e não de amadores. Profissionais que cumpram e respeitem o Código de Ética. O diploma nunca foi e nunca será a garantia deste compromisso. Profissionalismo sim.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Diploma e Lei de Imprensa: decisão é adiada

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender a análise da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, que questiona a Lei de Imprensa. O relator da matéria, ministro Carlos Ayres Britto, votou pela procedência total da ação e foi acompanhado pelo ministro Eros Grau, que adiantou seu voto. Os dois ministros consideraram que toda a lei de imprensa não é compatível com a atual Constituição Federal. A decisão foi adiada para o dia 15 de abril.

A sessão dessa quarta-feira durou cerca de quatro horas e os ministros nem chegaram a discutir a questão sobre a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. A Fenaj divulgou nota informando que o recurso contra o diploma não tem data para ser julgado.

terça-feira, 31 de março de 2009

Em defesa do diploma

Jornalistas e estudantes universitários de todo o Brasil realizam hoje atos em defesa da exigência do diploma para o exercício profissional. Amanhã o dia será de vigília durante a sessão do STF que julgará o recurso que questiona esta exigência.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Parece mentira, mas não é

Jornalistas e estudante de jornalismo de todo o pais aguardam com ansiedade a chegada do próximo 1º de abril. Não que eles queiram publicar alguma mentira, mas sim porque é aguardada uma decisão importante para o futuro da profissão.

O Recurso Extraordinário 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, pode entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) em 1º de abril, na sessão que começa às 14h.

Fenaj
, sindicatos e cursos de jornalismo estão sendo convocados para realizar manifestações no dia 31 de março e fazer vigília durante o dia 1º.

O diploma de jornalista não é garantia nenhuma de bons profissionais, mas é por meio da formação superior que se espera mais qualidade nos veículos de informação.

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