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terça-feira, 25 de maio de 2010

Uma espera de mais de 27 anos

As medidas para prevenir novas enchentes na região são esperadas há muito tempo pela população. Mas este assunto não pode ser lembrado apenas quando temos fortes chuvas ou risco de transbordamento. Este é um assunto para ser lembrando diariamente, até que se tenha uma solução.

Mesmo após a enchente de 1974 passaram-se quatro anos até que alguma obra fosse iniciada. Entre 1978 e 1982 foi realizado o Projeto de Controle de Cheias do Vale do Rio Tubarão que previa obras de dragagem, retificação do leito do rio, que tinha muitas curvas, canalização e endicamento. Somente a construção dos diques não foi realizada e depois o tempo comprovou que eles não seriam eficientes na contenção de cheias.

Existe um monumento, em frente ao antigo Besc, que além de registrar a altura que chegou o rio em 74, marca o final dos trabalhos feitos pelo Departamento Nacional de Obras e Saneamento, no governo do ex-presidente João Batista Figueiredo. O monumento é do dia 19 de outubro de 1982, o que significa que há 27 anos, sete meses e seis dias esperamos por novas obras de dragagem no rio Tubarão.

É muito mais que uma vida. E quanto tempo ainda vamos ter que esperar?

O assunto não pode só ser lembrado quando chove forte ou quando é realizado o Seminário anual, que também só foi instutuido por causa de uma lei proposta pelo ex-vereador Maurício da Silva. Se não fosse isso, talvez ficaria só na memória de quem sofreu nos anos 70.

A última batimetria no Rio Tubarão indica que ele está 42% assoreado. Em alguns pontos a profundidade é inferior a um metro.
O poder público precisa fazer a sua parte e garantir logo obras de prevenção.

Enquanto isso a população deve fazer a sua. Numa visita à orla de Laguna, após as chuvas, é possível ver muito lixo, brinquedos, pneus, peças de banheiros, plástico. Aí não é culpa do governo. É culpa de todos nós. Tudo foi carregado pela água da chuva. Foi despejado por 250 mil pessoas que vivem ao longo da Bacia do Rio Tubarão.

Então para que se evite uma nova tragédia é preciso compromisso de todos. Para cobrar pelas obras necessárias e contribuir com a preservação da natureza.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Paracer contrário à fosfateira

A Câmara Técnica (CT) do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar apresentou parecer desfavorável à instalaão da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC), em Anitápolis. A CT foi criada para realizar o estudo técnico sobre o tema e orientar as ações do Comitê.

O relatório que indica a inviabilidadde do projeto sob o ponto de vista ambiental foi entregue na sexta-feira ao presidente do Comitê Eduardo Silvério Nunes. O relatório completo de 60 páginas emitido pela Câmara Técnica está sendo encaminhado a todas as entidades que integram o Comitê e será novamente esclarecido na Assembleia Geral Ordinária que acontecerá dia 16 de dezembro, às 14h, na Acit.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Audiência pública da Alesc em Laguna

A Assembléia Legislativa realiza nesta sexta-feira, dia 23, audiência pública para debater a dragagem da bacia hidrográfica do rio Tubarão e complexo lagunar.
O encontro será às 15h no Clube Congresso, em frente a praça da matriz, centro histórico.

- Vamos propor a elaboração de um diagnóstico e um processo de revitalização das lagoas que envolvem o Complexo Lagunar, tendo em vista que as comunidades que vivem nestas áreas dependem destas medidas para sua manutenção - afirmou o deputado Círio Vandresen (PT) da Comissão de Pesca e Aquicultura, organizadora do evento.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

IFC participa de reunião do Comitê Tubarão

Representantes da IFC (Indústria Catarinense de Fosfatados), empresa que vai instalar a fosfateira em Anitápolis, participaram de uma reunião hoje com a Câmara Técnica do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar.

Eles explicaram detalhes do projeto e responderam questionamentos relacionados aos índices de fósforo, à segurança da barragem, à incidência de chuva ácida na região e à eutrofização de rios e lagoas, entre outros. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Comitê nem todos os pontos foram respondidos.

Esta prevista uma visita ao local de instalação do empreendimento no dia 28 de agosto e até lá se espera por um posicionamento do Comitê.

- Após esta visita e mais esclarecimentos teremos outros elementos técnicos de convicção que nos encaminharão à fundamentação de um parecer responsável que balizará o posicionamento do Comitê - afirma Francisco Beltrame, secretário do Comitê Tubarão.

Com informações da AI/CBHRT

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