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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Contra o ócio

Nota publicada na coluna Visor, no Diário Catarinense, reforça a necessidade de oferecer atividades para os jovens e também permitir que eles trabalhem legalmente. Rafael Martini conta um exemplo de um tiroteio ocorrido num dos morros de Florianópolis e que foi observado por diversos jovens que estavam apenas “olhando o movimento” quando foram abordados pelos policiais.

O deputado Edinho Bez (PMDB) tem defendido na Câmara uma revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para que casos como o citado no DC, sejam cada vez menores. Ele propõe que menores acima de 12 anos possam trabalhar meio período com a autorização dos pais. Segundo o deputado, esta é uma das maneiras de tirar o menor do ócio, afastá-lo das drogas e dar noção de responsabilidade desde cedo.

Muita gente pode torcer o nariz para propostas como essa. Mas o que é melhor? Ter o tempo ocupado ou ficar “olhando o movimento”?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dia D. Qual é o problema?

A direção da CDL reuniu as entidades participantes do Dia D para discutir a localização do evento que é realizado na Praça Pery Camisão, no centro da cidade. O fechamento de parte da avenida Marcolino Martins Cabral gera algumas reclamações e por isso foi convocada a discussão.

Mas quem está reclamando? Quais são as principais críticas que o evento recebe? Acho que estes são alguns pontos que devem ser esclarecidos para se pensar no que pode ser feito para melhorar o Dia D.

Pelo que foi apresentado esta manhã pela presidente da CDL, Eliane Fernandes, parece que a entidade tem a convicção de que o atual local é o melhor para ser realizado. Seja pela logística e pela visibilidade.

Então se ali é o melhor lugar, o que pode ser feito para melhorar? É preciso pensar em crescimento e não em regressão. O Dia D é um evento que não tem mais volta. Se recebe críticas hoje porque é realizado, já pensaram em qual vai ser a reação da comunidade se o evento acabar?

Eu não tenho dúvidas que o evento vai causar transtornos no trânsito seja qual for o lugar que ele venha a ser realizado. É uma questão realmente de paciência e conscientização. Quem sabe até não vale um campanha de Dia Livre de Carros. Parece que ninguém mais quer caminhar. Mas um dia por mês com mudanças no trânsito não pode ser algo insuportável. Pelo menos não deveria ser, mas o nível de impaciência que vivemos hoje é muito grande.

Outra dúvida que tenho com relação às criticas ao Dia D é sobre o horário de funcionamento do comércio. Será que não estão confundindo?

Uma coisa é o Dia D, realizado uma vez por mês, reunindo mais de cinqüenta entidades e proporcionando mais de 93 mil atendimentos ao ano? Outra é o horário de funcionamento do comercio.

O Dia D até começou com motivos comerciais, mas hoje é muito mais social, prestando serviços e proporcionando um ponto de encontro. Outro é o horário de trabalho e a remuneração devida, que é uma questão de cumprimento ou não dos direitos trabalhistas.

Quem sabe uma pesquisa não identifique qual é o verdadeiro motivo da insatisfação. Sem saber isso, fica difícil achar uma solução que desagrade ao menor número de pessoas. Pois agradar todo mundo, você aí em casa já sabe que é bem difícil.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Qualificação profissional em discussão

Secretaria de Indústria e Comércio de Tubarão realiza hoje um workshop sobre qualificação da mão de obra profissional. Participam do trabalho as 20 maiores empresas da indústria da cidade. O evento motivado pelo secretario Estener Soratto Jr. (PDT) será às 14 horas, no auditório da Vipel.

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O que falta para qualificar?

Horário do comércio: quem tem razão?

Artigo enviado pelo empresário Luciano Hang, da Havan, questiona a falta de liberdade que existe para a definição dos horários do comércio. Ele usa o exemplo do feriado de 1º de maio, que cai no próximo sábado, para falar do problema e aponta que a legislação ultrapassada do setor impede uma evolução nesta área.

No caso do 1º de maio, num sábado, escreve Hang “dia em que a grande maioria dos consumidores desse país costuma se programar para fazer suas compras em família. Em quase todas as cidades catarinenses os consumidores encontrarão as portas fechadas. Supermercados, lojas, shoppings e o comércio em geral estão impedidos de abrir e atender ao consumidor, em cumprimento a uma legislação ultrapassada, que em pleno século 21 continua se valendo de princípios e valores que há décadas deixaram de ser relevantes para a sociedade.”

Em tempos que o assunto Dia D, horário de comércio, e direitos trabalhistas estão sendo discutidos, ler o artigo de Hang é conhecer mais um ponto de vista.

Particularmente, tenho algumas pergutnas. Será que não se está discutindo o ponto errado? Ao invés de se falar em horários, não se deveria falar em honorários? Se existe descumprimento dos direitos trabalhistas, por que a Justiça do Trabalho não faz nada? O problema está no horário ou nos salários?

Leia o artigo na íntegra:
A liberdade de conduzir nosso próprio negócio

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O que falta para qualificar?

Mesmo com grande oferta de cursos profissionalizantes e também de nível superior é impressionante como eu escuto reclamações de falta de mão de obra qualificada em nossa região. Está havendo um desencontro em algum lugar.

Será que as vagas de trabalho oferecidas por aqui não atraem as pessoas? Será que os cursos não estão formando e preparando os profissionais para as opções existentes? Será que os salários oferecidos não são atraentes? Será que os profissionais formados não tem a qualidade que é exigida pelo mercado?

Para se achar esta resposta é preciso discutir melhor o assunto e quem sabe de forma mais ampla. Entidades empresariais, associações de classe e sindicatos de trabalhadores devem participar de um debate conjunto.

É preciso um investimento de todos. O trabalhador quer melhores salários e para isso é claro deve se destacar como um bom profissional. O empregador também deve valorizar este empenho e pagar mais para os melhores.

Do mesmo jeito que falta gente qualificada, sobra gente procurando emprego e muitas vezes por causa disso, quem pede um aumento por se achar desvalorizado é trocado por alguém que vai ganhar até menos.

Quem já teve que trazer um profissional de longe porque não achou ninguém por perto para a vaga, sabe do que estou falando e sabe quanto custa um bom profissional. Então é preciso que os bons talentos daqui também sejam valorizados. Só com motivação de todos este problema pode ser resolvido.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PL da Enfermagem em votação

Alunos e professores, vestidos de branco, do curso de Enfermagem da Unisul realizam uma mobilização nesta terça-feira (13/4), em Tubarão. Eles realizam o ato para solicitar apoio a votação do Projeto de Lei 2295/2000, que regulamenta a jornada de trabalho dos profissionais de enfermagem. A previsão é de que o PL entre em votação na sessão da Câmara dos Deputados de amanhã.

terça-feira, 2 de março de 2010

Mais direitos para as gestantes

O presidente da Câmara de Vereadores de Tubarão Mauricio da Silva (PMDB) voltou a pedir na sessão desta segunda-feira (1º/3) que o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) encaminhe o projeto de lei que prorroga a licença maternidade das servidores municipais por mais 60 dias. Atualmente a licença é de 180 dias.

A alteração foi aprovada pelos vereadores, mas vetada pela prefeitura, porque a origem da proposta deve ser do executivo.

Enquanto isso, em Brasília, o projeto de Lei do deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO) propõe a redução de duas horas na carga horária das trabalhadoras gestantes. Se aprovada, a medida será incluída na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/43), na parte que trata da proteção à maternidade.

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Projeto de Jovair Arantes reduz jornada de mulher grávida em duas horas

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Giachinni, da CUT, reúne com sindicatos da região

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Santa Catarina, Neudi Antônio Giachinni, esteve em Tubarão para discutir com sindicatos do Sul do Estado filiados à CUT diversos assuntos. Dentre eles, o salário mínimo regional e a redução da jornada de trabalho

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Tem alguma coisa errada!

Noticia publica agora a pouco na Folha de S.Paulo conta que 45 pessoas com diploma de doutor e outras 22 com mestrado se candidataram para o concurso que vai selecionar 1.400 garis para o município do Rio de Janeiro. O salário é R$ 486,10 mensais, tíquete alimentação de R$ 237,90, vale-transporte e plano de saúde. A remuneração poderá ser acrescida ainda de um adicional por insalubridade.

Não tenho nada contra os garis, mas isto só pode ser algum estudo antropológico ou projeto de pesquisa em qualquer outra área. A matéria conta que os próprios candidatos sem escolaridade ficaram surpresos ao saber disso.

Meus caros leitores, não é preconceito de minha parte, mas só pode ter alguma coisa errada num país onde a educação não vale nada. Ou então que pessoas ditas educadas não tenham ideias melhores do que assustar os que realmente não tem condições de arrumar um emprego com boa remuneração.

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Concurso para garis atrai 22 mestres e 45 doutores no Rio

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Próximo passo: redução da jornada de trabalho

Depois do Salário Mínimo Regional, os trabalhadores catarinenses agora ficam de olho na negociações sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Para muitos o tema também é inevitável, visto que em alguns países da Europa a jornada já foi reduzida para 36 horas.

Neste ponto, o presidente do Sintraves de Tubarão, Carlos Zamparetti, considera que as principais beneficiadas serão as mães trabalhadoras.

- As mães que trabalham têm dificuldades para encontrar creches e tempo para ficar com os filhos. Se passar esta Lei teremos mais um grande avanço - avalia.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

As profissões do passado e do futuro

Você tem dúvida de que as atribuições e qualificações das profissões estão mudando? Espero que não, porque elas estão mudando. Tome por exemplo a função do caixa de supermercado. No passado (não muito distante) ele tinha que saber operar uma máquina registradora, ser rápido na digitação dos números e bom de troco. Os pacotes eram coisas do empacotador.

Hoje em dia, o caixa tem que saber operar um computador, máquina de preenchimento de cheques, cartões de crédito, receber tickets de refeição, ah, e até mesmo empacotar as compras, já que a reengenharia dos supermercados cortou posições de trabalho e apesar das muitas tarefas que ganhou, parece ter sobrado mais tempo para os caixas.

Nós jornalistas também estamos encarando mudanças. Foi-se há muito, o tempo em que jornalista só escrevia em máquina de escrever. Hoje em dia tem que escrever no computador (é obrigatório, pois as máquinas de escrever sumiram), usar máquina digital, baixá-las no computador, tratá-las, editar vídeos, áudios e outras coisas se sobrar tempo.

Tudo isso parece simples para quem já cresceu tendo um computador dentro de casa, mas tenho certeza que ainda é complicado para muita gente. Quem não cresceu neste mundo digital ou até mesmo quem ainda não faz parte dele sente muita dificuldade.

Diante de todas estas mudanças nos deparamos ainda com profissões que não conseguem fugir de velhos estigmas. A das secretárias é uma delas. Muita gente ainda pensa que secretária serve apenas para atender telefone, anotar recados, transferir ligações e nos piores casos, sentar no colo do chefe.

As secretárias também se enquadram entre as profissões que ganharam novas atribuições e tiveram suas atividades qualificadas diante de tantas inovações tecnológicas. Os cursos superiores de Secretariado Executivo não desmentem esta tendência. Ninguém vai fazer uma faculdade para aprender tão e somente a atender telefone, anotar recados, transferir ligações e sentar no colo do chefe. Elas estão preparadas para muito mais.

Mas, por mais que sejam atualmente profissionais prontas para assessorar os executivos, administradores, ou seja lá qual for o ramo de atividade do chefe, muitos insistem em somente olhar para o passado.

Muita gente está se preparando para o futuro, se qualificando, estudando, aprendendo e aguardando por uma vaga num mercado de trabalho que ainda não valoriza as novas atribuições. Muitos exigem as qualificações, mas a remuneração não acompanha esta exigência.

Senhor empregador não quebre esta corrente de crescimento e qualificação profissional. Se está com saudade dos velhos tempos, alugue um filme antigo e mate o saudosismo.

Publicado também no Jornal de Bairro

quinta-feira, 12 de março de 2009

Onde está o trabalho?

Basta uma simples consulta no mais conhecido site de buscas, o Google, e elas estarão lá: as vagas de emprego. Mas quem não conhece alguém que terminou um curso superior, a faculdade, e não consegue arrumar uma? Que contradição é essa?

Bom, faltam empregos de nível superior em nossa região? Faltam. Mas se faltam por aqui, será que não é preciso então ir atrás das oportunidades?

Na semana passada, o programa Ciência & Pesquisa, da Unisul TV, entrevistou dois jovens dentistas, formados na Unisul e Ufsc, que foram buscar oportunidades bem longe daqui. Eles trabalham no município de Sobral, interior do Ceará. Deixaram o conforto e a segurança de viver perto da família e foram em busca do primeiro emprego e dos sonhos profissionais.

Nossos jovens e recém-formados precisam, com urgência, tomar consciência dessa necessidade.

– Quero trabalhar, seguir minha vida, minha carreira, enfrentar desafios, descobrir o novo, ou quero comodidade, ficar perto da praia, da família e me contentar com o que aparecer? – é a pergunta desafiadora.

Sair de casa para enfrentar a vida não significa que você nunca mais poderá retornar à sua cidade natal, a conviver próximo da família e dos amigos de infância. Mas o começo de uma carreira profissional é difícil para todos e deve-se ir atrás das oportunidades. Elas não caem do céu.

Mas você leitor aí do outro lado também pode questionar o motivo de nossa região não oferecer as vagas de empregos que tanto precisamos. Mas eu volto a perguntar: quem não conhece alguém que veio de fora para trabalhar em nossa cidade?

Eu acredito que há solução para quase tudo. Considero que os jovens também devem pesquisar muito antes de escolher uma profissão. Se temos pessoas que vieram de outros lugares para viver e trabalhar aqui é porque temos vagas de trabalho sim em nossa região. Consulte o Sine, a Acit e a secretaria de Indústria e Comércio e você vai ver que as vagas existem e a reclamação é geral: falta qualificação.

Nova contradição? Não, é que faltam profissionais de nível técnico e sobram os de nível superior.

Cada um é livre para buscar o seu caminho e a sua realização profissional. Mas corra atrás dela, pois ela está lá na frente e não vai te esperar.

(*) Este artigo foi publicado também na edição de hoje do Jornal de Bairro

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