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sexta-feira, 5 de março de 2010

Segurança pública: entidades de Tubarão definem plano de ação

Acit, CDL e Câmara de Vereadores voltam a organizar reunião nesta segunda-feira (8/3) para tratar do tema segurança pública. Com as frentes de trabalhos definidas no encontro realizado na quarta-feira, agora serão elaborados os planos de ações.

terça-feira, 2 de março de 2010

Prevenir e combater a violência em Tubarão (II)

(*) Maurício da Silva

Tubarão não precisaria estar passando por este sufoco com relação à (in) segurança. Em junho de 2006, na condição de prefeito, por 5 dias úteis, apresentei à sociedade organizada tubaronense o Projeto de Prevenção e Combate à Violência. Diagnóstico das ocorrências policiais foi efetuado por bairro, modalidade, incidência, sexo e idade dos envolvidos. Grupos de trabalhos foram formados. Planos de ações foram elaborados. Leis foram aprovadas na Câmara de Vereadores. Imprensa e Setores da Sociedade apoiaram. Forças tarefas entraram em ação e os resultados apareceram: menos bêbados atendidos na Emergência do Hospital, pais mais cedo em casa, mais ordem na cidade.

Na época, justificou-se que: a) “É melhor, mais barato e mais eficaz prevenir do que remediar, e as possibilidades de êxito são maiores quando se ataca o problema no seu início”; b) Em tese, o tema não é motivo de preocupação para nós. As autoridades da área informam estar sob controle. De fato, aqui não há os registros de violência dos grandes centros ou da próxima Florianópolis, onde, somente este ano, já ocorreram mais de cem assassinatos.

Há, todavia, na imprensa local, divulgações, quase que diárias, de apreensão pela polícia de pequenos traficantes, de pequenas quantidades de drogas, de pequenos furtos e de pequenos ladrões. Não nos iludamos porém. Por enquanto, tudo é pequeno, porque pequenas foram, até aqui, as expectativas em nossa cidade, além de haver uma série de entidades atuando preventivamente. Nunca fomos um pólo industrial, nunca oferecemos grandes quantidades de empregos. Por isso, nunca atraímos grandes glebas de pessoas que trazem junto o grande e inevitável número de marginais.

Com as expectativas em alta, em decorrência da duplicação da BR 101, do funcionamento do Aeroporto Regional, da melhoria dos portos de Laguna e Imbituba, da excelência dos serviços do Farol Shopping, do nosso potencial em recursos naturais, saúde e educação superior, atrairemos muitos investidores, mas também muitas famílias que não serão absorvidas pelo mercado de trabalho, engrossando as já problemáticas periferias e a quantidade de meliantes.

Atrelado a tudo isso, somos vítimas do contexto nacional de crescimento econômico pífio, desigualdade social extrema, educação básica precária, negligência no enfrentamento ao crime e crise, sem precedente, de valores. Ou seja, temos todos os ingredientes para perdermos o controle da situação e convivermos com a angústia e o horror, por que não dizer terror, das grandes cidades.

Para que Tubarão possa crescer, sem perder o status de cidade segura, propusemos, a exemplo de outras cujos índices de violência diminuíram, envolver toda a sociedade organizada na compreensão da complexidade deste problema e na elaboração, execução e proposição - a quem de direito - de iniciativas que visem:

1) Respeitar os diferentes (étnicos, estéticos, religiosos, etc..); 2) Colocar limites em casa e na escola; 3) Zerar a negligência e a falta de profissionalismo no trabalho; 4) Dar opção de lazer e profissão aos jovens pobres; 5) Fechar bares mais cedo e formar policiais comunitários; 6) Penalizar e ressocializar o criminoso; 7) Acabar com a corrupção para que armas apreendidas não retornem aos bandidos; 8) Aparelhar e treinar a polícia; 9) Aumentar a eficiência da justiça; 10) Combater o consumo de drogas; 11) Formar um órgão de centralização e tratamento de informações sociais/criminais; 12) Reordenar os serviços, prestados pelas entidades governamentais e não governamentais, com foco no diagnóstico da criminalidade; 13) Combater a baixaria e a violência, principalmente na televisão; 14) Fazer cadastro do perfil, por bairro, da população em geral (ainda não consensual); 15) Instalar câmeras de segurança em Tubarão.

O lucro de poucos, no entanto, sobrepôs-se à vida de todos. Leis foram modificadas, desarticulando todo o trabalho que a sociedade, sequer, teve a oportunidade de conhecer na íntegra.

Retomou-se, em 2009, embora sem a mesma adesão de 2006. (Re) elaboramos leis. Fomos alçados do Comitê para Conselho de Segurança. Acordo foi firmado entre Ministério Público, Prefeitura e prestadores de serviços para evitar invasões de terrenos - futuras áreas de risco. Seminários explicaram os perigos das bebidas alcoólicas para a saúde, iniciação a outras drogas e segurança. Solicitamos ao DENIT fechar os vãos dos viadutos da BR 101, no perímetro urbano de Tubarão, para impedir que se tornem pontos de droga e de prostituição. Percorreu-se a cidade, alertando proprietários de estabelecimentos comerciais sobre as penalidades a quem vende bebidas alcoólicas para menores.

Acredita-se que, neste momento, acossados pelo exponencial crescimento da violência (5 assassinatos em 2008, 11 em 2009 e 6 até fevereiro de 2010), ocorra maior adesão às frentes de trabalhos e à vida de todos prepondere sobre o lucro de poucos.
Encerro, como em 2006: Cada sociedade escolhe como quer ser lembrada no futuro: com altivez, porque, no seu tempo, tomou iniciativas para que o futuro fosse melhor para todos; ou como descontextualizada, tendo contribuído para comprometer, irremediavelmente, o futuro de todos.

(*) Prof. Maurício da Silva
Mestre em Educação e Vereador de Tubarão (PMDB)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mais educação, mais empregos, mais igualdade social

Foi muito difícil decidir sobre o que escrever sobre o episódio do assalto no centro de Tubarão. Porque tem tanta coisa pra se dizer que eu nem sei por onde começar.

Dizer que esta violência vem sendo anunciada há muito tempo? Perguntar por que depois de vinte assassinatos nos últimos dois anos e meio pouco se fez para mudar o quadro, que na verdade só piora?

Sei lá, muito difícil a situação que chegamos.

Mas tudo isso é consequência. Só prender os assassinos, só prender os traficantes já não resolve mais.

É preciso agir lá atrás e evitar que estas pessoas se envolvam com o tráfico, com o crime, que virem assassinas e que gente inocente perca a vida por consequência disso tudo.

É preciso mais investimento em educação, em saúde, em desenvolvimento. A população precisa de educação de qualidade, de empregos com boa remuneração, que garantam uma condição social aceitável e de menor desigualdade.

Se nada disso for feito, vamos continuar só falando da conseqüência que é isso que estamos vendo. Uma sociedade desigual, sem perspectiva para boa parte da população e um crescimento absurdo da violência. Tornando cidades tranqüilas como as nossas em lugares onde a população tem medo de sair na rua, no meio da tarde.

Amanhã na audiência pública que vai ocorrer em Tubarão vão cobrar uma solução do secretário de segurança e defesa do cidadão Ronaldo Benedet (PMDB). Está certo, mas ele só atua na consequência.

Lembrem de cobrar soluções para as causas. Portanto cobrem pela manutenção de turmas nas escolas, mesmo se tiver menos de quinze alunos, de cobrar por uma Casa Lar, que Tubarão não tem, por um Conselho Tutelar e um CIP mais eficiente, por um local para recuperação de dependentes químicos, por melhores empregos, por mais investimentos sociais em geral.

Só assim para mudar esta realidade de conseqüências e poucas soluções.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Maurício pede mais policiamento

A situação de insegurança na cidade foi lembrada na sessão da Câmara de Vereadores de Tubarão. O vereador Maurício da Silva (PMDB), que também é presidente do Conselho Municipal de Segurança, pediu mais policiais militares e mais viaturas para Tubarão. A solicitação foi encaminhada ao secretário estadual de Segurança Pública e Defesa do Cidadão, Ronaldo Benedet.

Durante a sessão, Silva lembrou a situação ficará pior com o avanço das drogas e com a finalização da duplicação da BR-101, do Aeroporto Regional e dos Portos de Laguna e Imbituba. O vereador disse ainda que a comunidade faz um grande esforço para prevenção, procurando integrar todas as forças que atuam no município através do Conselho Municipal de Segurança, mas com maior presença da polícia será possível inibir a transgressão e passar maior segurança ao cidadão.

Maurício reforçou alertas, já feitos neste blog, de que depois da criminalidade tomar certas proporções será mais difícil e dispendioso a reversão, por isso, el entende que está passando da hora da implementação de maior efetivo e mais viaturas.

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Uma verdadeira sensação de (in)segurança

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Problemas que apenas mudam de local

O problema de prostituição nas ruas de Tubarão existe e não dá para negar. Não dá para varrer para debaixo do tapete e deixar como está. Seja porque é um problema antigo ou porque é de difícil solução.

O problema já esteve próximo das ruas centrais e hoje está transferido para outras ruas que servem de acesso para a cidade. Quem chega pela avenida Padre Geraldo Spettmann, a rua da rodoviária nova, já não tem uma boa impressão daqui. As garotas de programa estão por lá o dia inteiro. De noite há maior concentração, mas o problema ocorre a luz do dia também. Com a duplicação da BR-101 esta rua vai ser o principal acesso de Tubarão.

Outros lugares onde se pode ver a situação é na Avenida presidente Tancredo Neves e na Rua Chile , no bairro Revoredo. Todos são locais de entrada em Tubarão.

Mas com isso não estou querendo dizer que o problema deve ser transferido para lugares mais escondidos, onde os visitantes não possam ver. O problema tem que ser resolvido, amenizado, controlado. O que não dá é para manter este tipo de negócio no meio da rua, próximo de residências, de comércios, de famílias.

No debate entre os candidatos a prefeito realizado aqui na Unisul TV no ano passado este assunto foi questionado. A pergunta caiu para o deputado estadual e então candidato do PMDB, Genésio Goulart. Isso não quer dizer que o governo de Manoel Bertoncini não tenha compromisso com isso também.

A prostituição é uma das formas mais degradantes do ser humano. É um problema antigo e histórico, mas tem que ser combatido e recriminado. Considero muito mais importante do que o tão falado problema dos cães de rua. As vezes parece que damos mais atenção para os bichos do que para as pessoas.

Outra situação de transferência de local problemático é com o tráfico de drogas. Parece que com o cerco da polícia ao bairro Morrotes o problema mudou para o bairro São Martinho. Moradores de lá estão muito preocupados com a situação. Atenção então ao pessoal do Conselho Municipal de Segurança e demais autoridades. É preciso conferir para resolver e não deixar que outros bairros sofram com a mesma situação.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ninguém responde, ninguém cobra

O caso envolvendo Ricardo Cipriano Diomar aconteceu no dia 28 de agosto. Neste dia ele foi internado no hospital em estado grave. A suspeita era de espancamento por policiais militares. No dia 7 de setembro Diomar faleceu e desde então familiares, comunidade e a sociedade de Tubarão aguardam por um esclarecimento.

O que realmente aconteceu naquela noite? Ricardo fez algo de errado? A PM abusou da força? Não consigo entender o motivo que faria uma pessoa ser agredida ao ponto de morrer por causa disso. Não consigo entender porque este assunto não é esclarecido. E mais ainda não consigo entender porque as autoridades competentes não se interessam em esclarecer o que aconteceu.

Da prefeitura eu não vi nenhuma manifestação cobrando uma definição para o caso. Ou será que o prefeito não tem como cobrar tanto da Policia Militar como da Civil que o caso seja esclarecido? Ele não pode intervir, mas pode cobrar.

Dos vereadores também não vi nada. Eles também não podem intervir nas investigações. PM e Civil tem autonomia para investigar, mas os vereadores podem cobrar, se manifestar nas sessões, pedir providências. Mas não fizeram.

E o Conselho Municipal de Segurança? Será que este assunto não merece ser discutido pelo Conselho?

Será que se o problema tivesse ocorrido num bairro mais conceituado da cidade, ou então com alguém de uma família mais conhecida teria o mesmo tipo de atitude?

Mas como foi no Beco do Quilinho, um lugar já conhecido pelos problemas de segurança, parece que não merece a mesma atenção.

Nossa cidade tem que ser boa e segura para todos. Para quem mora no Centro, na Vila Moema, na Passagem, no São Martinho, no Humaitá, no Morrotes e no Beco do Quilinho.

Amanhã completamos dois meses do início do caso. Também completaremos dois meses de dúvidas, incertezas e principalmente descaso. Espero que acabe logo, pois já demorou.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cinco medidas para segurança no Bairro Passagem

O bairro Passagem de Tubarão é um dos que sofrem com a falta de segurança na cidade. Reunião entre a Polícia Militar, Conselho Municipal e Local de Segurança (Conseg) e lideranças comunitárias levantou cinco sugestões para prevenir a violência.

São elas: ocupar de forma sadia e produtiva crianças e jovens, por meio de parcerias; reforçar, os limites na família e na escola, a serem trabalhados em reuniões com pais e professores em parceria com o juizado da infância e da família, este assunto será discutido nos dias 11 e 18 de agosto na escola Martinho Guizzo; abrir, limpar e iluminar ruas e outros espaços públicos, a cargo da prefeitura e da Celesc; estudar a implantação do toque de recolher, após as 23 horas, para crianças desacompanhados dos pais; reforçar ações das Polícias Militar, Civil, e Guarda Municipal.

A próxima reunião para cobrança e prestações de contas será no dia 25 de agosto na sede do Rotary.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

É preciso falar de segurança sempre

De vez em quando a gente fica assim, vivendo uns dias tranquilos, sem grandes e graves ocorrências, que dão a impressão de que está tudo calmo e controlado. De repente vem alguma bomba e agita a cidade. Aí todo mundo volta a falar e comentar o assunto.

Eu considero este tema segurança muito importante, mas que não tem a devida importância de todos. Geralmente, as pessoas só ficam indignadas com o assunto quando a violência atinge uma criança ou envolve alguém conhecido ou da família.

Você leitor, lembra dos últimos assassinatos ocorridos aqui em Tubarão/ Infelizmente, todos ligados com as drogas. A polícia agiu e aos poucos foi descobrindo os envolvidos com os crimes. Mas, e a causa do crime? Tem que se preocupar com os autores, mas também com a causa. Os traficantes e usuários continuam vendendo e consumindo. Este circulo vicioso alimenta outros crimes como pequenos e grandes furtos, violência doméstica e exploração sexual.

No meu entendimento há pouco envolvimento da cidade, pouca indignação com tantos assassinatos em tão pouco tempo. Ah só está morrendo gente envolvida com drogas. Só está morrendo ladrão? O que eu tenho com isso? Temos muito!

As drogas estão em todos os lugares. Estão nas famílias de baixa, média e alta renda. Quando vamos nos indignar? Quando morrer alguém que mora no centro da cidade? Quando morrer algum jovem que não é da periferia e ninguém desconfiava que estava metido com isso? Quando for o meu filho? Quando a minha casa for invadida? Não, não, eu não posso concordar e nem esperar por isso.

Temos que nos indignar sempre.

È por isso que eu admiro o trabalho realizado pelo Conselho de Segurança de Tubarão. Esse pessoal que se reúne todo mês e fica pensando em pequenos detalhes merece e precisa de mais apoio. Pode parecer inofensivo, chato e antiquado querer fechar os bares durante a madrugada, proibir a venda de bebida alcoólica em postos de gasolina e se preocupar com os futuros viadutos da BR-101. Pode parecer quando está tudo calmo. Mas quando vamos nos indignar junto com eles? Quando não der mais pra controlar? Espero que não seja tarde demais.

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