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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eleições 2010: conheça os bastidores da cobertura

Um grande número de profissionais da Unisul TV esteve envolvido na cobertura das eleições 2010 neste domingo. Durante 13 horas a emissora esteve ao vivo levando ao ar as informações da movimentação nas urnas nos municipios da região, do estado e também em todo o Brasil, por meio da parceria com a TV Cultura

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Unisul TV é convidada para entrevista com ex-presidente dos EUA, Bill Clinton

Por causa do grande número de reportagens publicadas no site You Tube, a Unisul TV foi convidada a enviar uma pergunta para uma entrevista com o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Jornalista lança documentário sobre a pesca da tainha

A jornalista Alice Botega lança neste fim de semana o documentário "A Pesca da Tainha no Litoral de Jaguaruna”. O filme de 47 minutos mostra a vida dos pescadores artesanais que praticam a pesca de arrasto e de rede de espera, as modificações que houve nesse tipo de pesca com a chegada da modernidade e das novas tecnologias.

A produção também traduz a história de um grupo de pescadores que abandona o mar para trabalhar nas profundezas da terra, nas minas de carvão de Criciúma, mudando dessa forma a sua identidade cultural.

O trabalho surgiu a partir do curso de especialização em Comunicação Audiovisual, da PUC-PR. Alice é graduada em Jornalismo pela Unisul de Tubarão.

A primeira exibição será amanhã no Salão Paroquial do Balneário Camacho, em Jaguaruna, às 19h30min. No domingo será no Salão Paroquial do bairro Garopaba, também às 19h30min. No fim de semana seguinte as exibições continuam no Salão Paroquial do Torneiro (4/6), na Festa da Tainha (5/6) e na Associação dos Moradores do balneário Campo Bom (6/6), sempre às 19h30min. Os ingressos custam 1kg de alimento não perecível ou R$ 5,00.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Prêmio Setcergs fica com tubaronense

O jornalista Gabriel Guedes recebe nesta quinta-feira o Grande Prêmio do 22º Prêmio Setcergs de Jornalismo pela série de reportagens “Obras importantes para o sistema viário da região”, publicada no Jornal ABC Domingo.

Guedes é tubaronense, formado pelo curso de Jornalismo da Unisul, mora em Porto Alegre e trabalha no Jornal NH de Novo Hamburgo.

O prêmio de R$ 4,5 mil que ele conquistou é oferecido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs).

Especial Eleições 1989 - 20 anos

Há vinte anos, os eleitores brasileiros foram às urnas para votar no segundo turno das eleições presidenciais de 1989. Fernando Collor, pelo PRN, venceu Luís Inácio Lula da Silva, do PT, num pleito histórico para a democracia brasileira. Para relembrar esta data, os alunos do curso de Jornalismo da Unisul de Tubarão, na disciplina de Jornalismo em Áudio, prepararam uma série de reportagens e programetes. Escute e comente aqui

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

É preciso reconceituar o jornalismo

Marcelo Salles*

Não faz mais nenhum sentido chamar de Jornalismo o que fazem as corporações de mídia. Quem se preocupa com o lucro em primeiro lugar não é uma instituição jornalística. Não pode ser. Quando uma empresa passa a ter como principal meta o lucro, essa empresa pode ser tudo, menos uma instituição jornalística. E aí não importa a quantidade de estrutura e dinheiro disponível, pois a prática jornalística é de outra natureza.

Exemplo: eu posso passar uma semana no Complexo do Alemão com um lápis e um bloco de papel. Posso chegar até lá de ônibus. Posso bater o texto num computador barato. Mesmo assim, se a publicação para onde escrevo for jornalística, vou ter mais condições de me aproximar da realidade do que uma matéria veiculada pelas corporações de mídia.

Essas podem dispor de toda a grana do mundo, de carro com motorista, dos gravadores mais caros, das melhores rotativas, de alta tiragem e de toda a publicidade que o dinheiro pode comprar. No entanto, se não forem instituições jornalísticas, elas dificilmente se aproximarão da realidade da favela, isso quando não a distorcem completamente.

Existem outros exemplos para além da questão da favela. É o caso dos venenos produzidos pelas Monsantos da vida, que nunca são denunciados pelas corporações de mídia. Ou da retomada dos movimentos de libertação na América Latina, vistos como “ditatoriais”; a perseguição aos movimentos sociais e aos trabalhadores em geral; a eterna criminalização da política, de modo a manter as instituições públicas apequenadas frente ao poder privado. Enfim, você pode olhar sob qualquer ponto de vista que não vai enxergar Jornalismo.

Isso precisa ficar bem claro. Claro como a luz do dia. Pra que as corporações pareçam ridículas quando proclamarem delírios do tipo: “somos democráticas”, “únicas com capacidade de fazer jornalismo”, “imparciais” e por aí vai. Fazer Jornalismo não tem esse mistério todo. Em síntese é você contar uma história. Essa história deve ter alguns critérios que justifiquem sua publicação. Alguns deles aprendemos nas faculdades e são válidos; outros são ensinados, mas devem ser vistos com cautela. E outros simplesmente ignorados. Mas, no fundo, o importante é ser fiel ao juramento do jornalista profissional:

“A Comunicação é uma missão social. Por isto, juro respeitar o público, combatendo todas as formas de preconceito e discriminação, valorizando os seres humanos em sua singularidade e na sua luta por dignidade”.

Essa frase, quase uma declaração de amor, não é minimamente observada pelas corporações de mídia. Vejamos: elas não têm espírito de missão, não respeitam nada, nem as leis, estimulam o preconceito, discriminam setores inteiros da sociedade, violam os direitos humanos e não sabem o significado da palavra “dignidade”.

Mas por que o Jornalismo é tão importante para uma sociedade? Porque hoje, devido ao avanço tecnológico dos meios de comunicação – são praticamente onipresentes nas sociedades contemporâneas –, a mídia assume uma posição privilegiada no tocante à produção de subjetividades. Ou seja, a mídia, mais do que outras instituições, adquire enorme poder de produzir e reproduzir modos de sentir, agir e viver. Claro que somos afetados por outras instituições poderosas, como Família, Escola, Forças Armadas, Igreja, entre outras, mas a mídia é a única que atravessa todas as outras.

Fica claro, portanto, que uma sociedade será melhor ou pior dependendo dos equipamentos midiáticos nela inseridas. Se forem instituições jornalísticas sólidas e competentes, mais informação, dignidade, mais direitos humanos, mais cidadania, mais respeito, mais democracia. Se forem corporações pautadas pelo lucro, ou seja, entidades não-jornalísticas, menos informação, menos dignidade, menos direitos humanos, menos cidadania, menos respeito, menos democracia.

É por isso que eu sempre digo aqui, neste modesto, porém Jornalístico espaço: as corporações de mídia precisam ser destruídas, para o bem da humanidade! Em seu lugar vamos construir instituições jornalísticas. Ponto.

(*) Marcelo Salles, jornalista, é coordenador da Caros Amigos no Rio de Janeiro e editor do www.fazendomedia.com.

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