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quinta-feira, 22 de abril de 2010

O que falta para qualificar?

Mesmo com grande oferta de cursos profissionalizantes e também de nível superior é impressionante como eu escuto reclamações de falta de mão de obra qualificada em nossa região. Está havendo um desencontro em algum lugar.

Será que as vagas de trabalho oferecidas por aqui não atraem as pessoas? Será que os cursos não estão formando e preparando os profissionais para as opções existentes? Será que os salários oferecidos não são atraentes? Será que os profissionais formados não tem a qualidade que é exigida pelo mercado?

Para se achar esta resposta é preciso discutir melhor o assunto e quem sabe de forma mais ampla. Entidades empresariais, associações de classe e sindicatos de trabalhadores devem participar de um debate conjunto.

É preciso um investimento de todos. O trabalhador quer melhores salários e para isso é claro deve se destacar como um bom profissional. O empregador também deve valorizar este empenho e pagar mais para os melhores.

Do mesmo jeito que falta gente qualificada, sobra gente procurando emprego e muitas vezes por causa disso, quem pede um aumento por se achar desvalorizado é trocado por alguém que vai ganhar até menos.

Quem já teve que trazer um profissional de longe porque não achou ninguém por perto para a vaga, sabe do que estou falando e sabe quanto custa um bom profissional. Então é preciso que os bons talentos daqui também sejam valorizados. Só com motivação de todos este problema pode ser resolvido.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

É tudo uma questão de educação

Este projeto da chamada Lei dos Bares está há muito tempo em discussão na cidade. Fala-se em interesses econômicos, moralismo excessivo e diferentes interpretações. O projeto já foi e voltou para as revisões dos vereadores diversas vezes.

Este projeto só está em discussão porque a sociedade não tem conseguido superar os problemas de segurança e de consumo de drogas. A discussão da lei não deveria estar focada no horário de funcionamento dos bares, restaurantes e similares. Deveria se definir limites para a venda de bebidas alcoólicas e a partir daí se mudaria o comportamento do público.

Por exemplo, se for autorizada a venda de bebida alcoólica somente até as duas da manhã, poucos vão ser os lugares que vão funcionar além deste horário. E não importa se o show começou tarde, como foi o caso da Produsul na semana passada. Seria no ‘bico seco’ como se diz na gíria. Duvido que teríamos tantos eventos de madrugada.

Mas também acho que tudo isso é uma questão de educação. E ao se falar em educação não se pode deixar de falar nos professores. Hoje é o dia deste profissional que é tão importante para uma sociedade e que vem sendo tão desvalorizado.

Um exemplo da desvalorização é o piso nacional da categoria. Há quase um ano foi definido um valor e poucos são os municípios e Estados que adotaram o piso de 950 reais. E o que se faz para exigir que a lei seja cumprida? Muito pouco.

Tem um comercial de televisão circulando por aí, convidando as pessoas a seguirem esta carreira. E não é só propaganda não, mas país nenhum no mundo cresce e evolui sem investir em educação.

Então, vamos nos manifestar também sobre a situação dos professores e da educação. Quem sabe, se isso melhorar vamos ter menos problemas de violência, consumo de drogas e não precisaremos nos preocupar com a hora que as pessoas devem sair e voltar pra casa.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

As profissões do passado e do futuro

Você tem dúvida de que as atribuições e qualificações das profissões estão mudando? Espero que não, porque elas estão mudando. Tome por exemplo a função do caixa de supermercado. No passado (não muito distante) ele tinha que saber operar uma máquina registradora, ser rápido na digitação dos números e bom de troco. Os pacotes eram coisas do empacotador.

Hoje em dia, o caixa tem que saber operar um computador, máquina de preenchimento de cheques, cartões de crédito, receber tickets de refeição, ah, e até mesmo empacotar as compras, já que a reengenharia dos supermercados cortou posições de trabalho e apesar das muitas tarefas que ganhou, parece ter sobrado mais tempo para os caixas.

Nós jornalistas também estamos encarando mudanças. Foi-se há muito, o tempo em que jornalista só escrevia em máquina de escrever. Hoje em dia tem que escrever no computador (é obrigatório, pois as máquinas de escrever sumiram), usar máquina digital, baixá-las no computador, tratá-las, editar vídeos, áudios e outras coisas se sobrar tempo.

Tudo isso parece simples para quem já cresceu tendo um computador dentro de casa, mas tenho certeza que ainda é complicado para muita gente. Quem não cresceu neste mundo digital ou até mesmo quem ainda não faz parte dele sente muita dificuldade.

Diante de todas estas mudanças nos deparamos ainda com profissões que não conseguem fugir de velhos estigmas. A das secretárias é uma delas. Muita gente ainda pensa que secretária serve apenas para atender telefone, anotar recados, transferir ligações e nos piores casos, sentar no colo do chefe.

As secretárias também se enquadram entre as profissões que ganharam novas atribuições e tiveram suas atividades qualificadas diante de tantas inovações tecnológicas. Os cursos superiores de Secretariado Executivo não desmentem esta tendência. Ninguém vai fazer uma faculdade para aprender tão e somente a atender telefone, anotar recados, transferir ligações e sentar no colo do chefe. Elas estão preparadas para muito mais.

Mas, por mais que sejam atualmente profissionais prontas para assessorar os executivos, administradores, ou seja lá qual for o ramo de atividade do chefe, muitos insistem em somente olhar para o passado.

Muita gente está se preparando para o futuro, se qualificando, estudando, aprendendo e aguardando por uma vaga num mercado de trabalho que ainda não valoriza as novas atribuições. Muitos exigem as qualificações, mas a remuneração não acompanha esta exigência.

Senhor empregador não quebre esta corrente de crescimento e qualificação profissional. Se está com saudade dos velhos tempos, alugue um filme antigo e mate o saudosismo.

Publicado também no Jornal de Bairro

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